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sábado, 8 de junho de 2013

Relatório de aula – Dia 30 de abril de 2013.


Relatório de aula – Dia 30 de abril de 2013.

José Manoel de Souza Junior.

A aula que ocorreu neste dia foi realizada em duas partes, sendo a primeira um vídeo sobre a origem brasileira, “O povo brasileiro” de Darci Ribeiro, e a segunda uma discussão sobre o documentário, alguns pontos que chamaram atenção e foram lembrados por alguns alunos após a aula, sendo apresentados a seguir:
Jorge: “Além da miscigenação de genes, foi colocada a aquisição, criação de uma nova cultura, com características e aspectos de diferentes raízes”.
Rafael Trentin: “Diferentes maneiras de trabalho com imagens, neste buscando os “porquês” da colonização, escravização, origem da capoeira, entre outros, saber buscar a história e mostrar através deste a contextualização do mesmo”.
Kauê; “Realidade da história do Brasil que não é contada nas escolas, não detalhadamente como nos mostra o documentário”.
Alyne; “Darci Ribeiro fugiu do hospital para concluir sua obra, mistura do português com algumas raças, era considerado um “Zé ninguém””.
Luan; “Ver em outra perspectiva a formação da cultura brasileira, levando mais em consideração a origem indígena”.
Alexandre: “Talvez seja uma verdadeira história de como foi à colonização do Brasil, “um dos relatos mais fundamentados que já vi””.
Tiago Alves: “Achei muito interessante a vivência coletiva e pacífica dos índios”.
Stephane (Francês): “Aprender o “inicio” do Brasil, as diferentes miscigenação, ver como os povos influenciaram as capoeiras, bem como os estrangeiros influenciaram o Brasil hoje”.
Nicolás (Português): “Acho legal que o Darci Ribeiro tenta contar a história de diversos pontos de vista incluindo o ponto de vista do oprimido”.
O documentário produzido por Darci Ribeiro é baseado em seu livro, com o título de “O povo brasileiro”, que está dividido em 07 capítulos, nas quais ele apresenta as matrizes da cultura brasileira. O primeiro capítulo fala da “Matriz Tupi”, uma perspectiva que apresenta o índio como uma matriz para a origem do povo brasileiro (como comenta o Luan). O segundo e o terceiro capítulos são as matrizes Luza e Africana que tentam contar a história sob outros pontos de vista, (como lembra Nicolás e Rafael Trentin) ou outros pilares da formação do povo brasileiro. No quarto capítulo, denominado “encontros e desencontros”, o fato mais latente era a situação de dominação da raça “inferior” (não brancos), obrigando-os a realização de trabalhos pesado e trancafiados como animais após o exercício da função. Isso aconteceu em virtude das diversas miscigenações étnicas, que deram origem ao povo conhecido como “brasileiro”. Este não possui origens bem definidas ou únicas, dadas as diferentes raças que aqui estiveram.
Outro ponto abordado foi como relacionar esses fatos (descobrimento, colonização, escravização e miscigenação) com o foco da disciplina capoeira, sua origem, seus ensinamentos e diversidade cultural. Assim, foram levantados alguns tópicos a serem discutidos, entre eles o denominado pelo documentário de “primeiro ato”, onde os personagens são os portugueses e os índios. Nele os índios homens foram “condenados” ao trabalho de desmatamento do Pau Brasil que era simbolicamente trocado por objetos (espelhos e miçangas), e as mulheres fadadas a realizarem os desejos sexuais dos senhores dando origem a filhos “de ninguém”, considerados os “Zés ninguém” (colocado pela Alyne). Sem raças determinadas eram levados a catequese, esta reunia crianças com diferentes origens e línguas, forçando-as a se comunicarem, fragilizando sua cultura, mas também dando origem a outras culturas com características e aspectos diferentes (como colocado pelo Jorge).
No “segundo ato”, a troca do Pau Brasil já não existe e sim o escravismo, a escravização de um povo que outrora vivia em uma situação pacífica (como coloca o Tiago), os homens escravizados, realizando trabalhos braçais e sem liberdade, as mulheres agora eram apenas objetos para consumo, estupro, violentadas sexualmente, serviçais para a produção de mão de obra e outras reprodutoras.

Assim começa a opressão totalmente explícita, origina-se o desejo de liberdade de expressão, do corpo e da alma. Talvez a partir deste ponto, com as fugas e a necessidade de defender-se os, agora escravos, dão origens a uma luta, uma defesa corporal, que possivelmente mais tarde veio a ser denominada de CAPOEIRA.

Relatório de aula 18 de abril de 2013

Relatório de aula 18 de abril de 2013

Alexsandro João de oliveira
           
Nesta data a aula iniciou como todas as outras, uma roda bem fechada e com os alunos unidos para que as energias da roda fossem mantidas. Na mesma roda foram iniciados os alongamentos, um aluno apoiado no outro, todos como peça principal para manter o grupo. Acredito que é fundamento da capoeira, a união para vencer as batalhas que surgem durante a vida.
            Nesta roda, durante o alongamento, o professor Fabio fez algumas reflexões e apresentou a pauta da aula do dia, a aula teria foco em trabalhos de pernas com movimentos giratórios. Em seguida ele fez uma recapitulação dos movimento executados até o momento, estes eram: esquiva alta, media, de angola e negativa, meia lua, armada, cabeçada, martelo, meia lua de compasso etc. e deu um aviso, que ao final da aula seriam chamados individualmente os alunos para uma conversa referente ao texto “o que é capoeira”  indicado pelo professor.
            Nesta aula o intuito foi desenvolver técnicas de movimentos giratórios de pernas. Porem Iniciou as atividades recapitulando a esquiva baixa conhecida também como esquiva de angola. Executamos diversas vezes ate os alunos conseguirem aprender o movimento. A partir de então o professor deu inicio aos movimentos giratórios de pernas propriamente ditos.
            O movimento deveria ser executado como se fosse dar uma meia lua frontal simples, porem, ao invés do pé passar a frente em forma de meia lua ele apenas da apoio para o pé que vem de trás executar o giro da armada. O movimento seguinte era progressão do mesmo movimento só que desta vez, duplicado, a armada dupla. Executamos diversas vezes o movimento para ambos os lados com o intuito de fixá-los. Em seguida o grupo se organizou em duplas para executar o movimento aprendido, era necessária uma pequena distancia de segurança, pois eles seriam executados simultaneamente. Um aluno começava a armada e o outro executava em seguida, ambos  com movimentos duplos.
            O movimento seguinte foi desenvolvido em duplas diferentes das quais já haviam sido feitas. Um aluno ficava com o braço estendido enquanto o outro executava a meia lua e em seguida a armada ambos os movimentos acertando o pé na mão do companheiro simulando o ataque. O movimento era feito alternando com o companheiro.
            O próximo movimento a ser executado foi a meia lua de compasso, nesta o individuo coloca uma das pernas a frente apóia as duas mãos no chão, projeta o calcanhar do pé que se encontra atrás contra o adversário, com a perna estendida. Isso é feito, por exemplo, colocando-se a mão direita no chão, atrás do calcanhar esquerdo e vice-versa. É da rotação do tronco que sairá a potência do golpe. Após o movimento, o praticante retorna à posição inicial. Depois de executado o movimento simples e individualmente a proposta foi desenvolver a meia lua de compasso dupla, um de cada vez. O movimento era executado com uma pequena variação, em quanto um aluno atacava com a meia lua de compasso o outro deveria esquivar e já preparar para executar a meia lua em seguida. Este movimento deveria ser repetido por duas vezes, sendo ao final quatro movimentos seguidos, dois de cada aluno da dupla.
            Ao final da aula, como havia mencionado o professor, ele foi chamando um aluno por vez para uma conversa sobre o texto já mencionado acima. Em quanto os alunos eram chamados, o monitor assumiu a turma desenvolvendo alguns golpes. Iniciamos a atividade com a armada seguida de Aú e finalizando a aula se trabalhou a seqüência rabo de arraia com Aú.
            O rabo de arraia é uma técnica muito semelhante a meia lua de compasso, porém não se utiliza as duas mão no chão. No giro a perna é projetada em direção ao oponente, a intenção é acertar com os calcanhares no adversário. Pode ser aplicado com uma das mãos no solo ou não. O é um movimento onde se permite a aproximação ou afastamento do adversário, Consiste em colocar as mãos no chão e depois os pés para o alto, e terminá-lo em pé, uma espécie de estrela, nos movimentos simultâneos foram utilizados o rabo de arraia seguido do Aú.

            Ao final sentamos em roda e como de costuma, nas aulas do professor Bagé, conversamos sobre a aula do dia, dificuldades e aprendizados para a vida.

Relatório aula de capoeira de 04/04/2013:


Relatório  aula de capoeira de 04/04/2013:
                                                           Stéphane Mourot

            A aula foi uma aula/oficina ministra pela professora Jô Capoeira (Grupo Palmares), que pratica capoeira a mais de 20 anos. Ela ensina capoeira nas escolas, para crianças. Seu blog registra sua trajetória na capoeira e fala muito sobre suas emoções e percepções de ser uma capoeirista da ilha.  Endereco: http://jocapoeira.wordpress.com

            A aula começou com aquecimentos em roda. Enquanto fazia os aquecimentos a professora fazia perguntas à turma sobre a capoeira. A maioria falou que nunca fez capoeira antes dessa disciplina.

Depois deste aquecimento, a gente fez 2 brincadeiras:

A primeira foi uma adaptação da brincadeira “gato e rato”. A professora transformou essa brincadeira em “escravo e capitão do mato”. O principio é de formar uma roda, e escolher um escravo e o capitão do mato. Este sai da sala para que os outros escolham um numero, que é a hora  que o escravo “sai de casa”. O Capitão do Mato entra na sala, enquanto a grande roda esta se movimentando.
Capitão do Mato:  - “ESCRAVO ESTÁ NA SENZALA?”
Todos:  - “NÃO”
Capitão do Mato: “QUE HORAS ELE CHEGA?”
Todos: “NÃO SEI”.
Capitão do Mato: (começa a falar as horas, até acertar)
Quando o Capitão do Mato acerta a hora, o escravo tem que sair do meio da roda e o Capitão do Mato corre atrás dele até pegá-lo.
O objetivo dessa brincadeira é o fazer com que os alunos aprendam a história da capoeira e do Brasil brincando.
           
            A segunda brincadeira foi um jogo de pegador-corrente, onde aquele que pega vai formando uma corrente com os colegas pegos. Mas aqui, as pessoal deveria se movimentar apenas com os mãos e pés no chão. E uma forma de descobrir outros modos de se movimentar, que o capoeirista pode utilizar (depois de uma esquiva por exemplo, quando ele esta no chão)

            Depois, a gente praticou movimentos e técnicas de capoeira. Trabalhamos a negativa e golpes simples, como a meia-lua. O método era simples: uma parte sozinho e, depois, uma parte 2 a 2. Aprendemos também a juntar os movimentos, por exemple esquivar e dar um golpe depois.  A gente fez também um trabalho 2 a 2 sobre o Aú.

            A parte seguinte da aula foi mais teórica. A professora Jô apresentou os instrumentos que acompanham a roda. Esses instrumentos são:
- O berimbau: e o instrumento que dirige a roda, ele define o inicio e o fim do jogo, o ritmo e o modo de jogar. Normalmente, sempre tem 3 berimbaus na roda. Tem 3 tipos de berimbau: o berimbau grave (o berra-boi), o berimbau médio, e a viola (som mais alto e agudo).
Aprendemos três toques  : o tom alto, o tom baixo e o zumbido. A disposição desses sons, faz o tipo do jogo. Por exemplo, para o jogo Angola, o berimbau vai fazer: dois zumbidos, um tom baixo, e um tom alto.
           



            O pandeiro: O pandeiro acompanha o berimbau. Tem um ritmo básico, mas o tocador de pandeiro é permitido executar floreios e viradas para enfeitar a música. Tem 2 pandeiros na roda.
           

           
            O atabaque: E um instrumento de percussão, tocado com as mãos (pode ser também tocado com baquetas) .


            O agogô: Instrumento de percussão também, faz um som metálico.

O reco-reco:

A professora ensinou como tocar esses instrumentos,  ela explicou também como é fabricado o berimbau.
Depois, falamos sobre o ensino da capoeira com as crianças, porque a professora trabalha muito com as crianças. Ela disse que com os pequenos, a aula é bem livre, o objetivo é de ter um contato com a capoeira e seus princípios básicos. Com as crianças maiores (7-8 anos) a professora fala mais sobre a disciplina da roda, como não deixar o espaço vazio, apenas dois jogando, esperar que o mestre lhe chame antes de jogar etc...


Para terminar a aula, fizemos uma roda, tocando os instrumentos e jogando. Foi a primeira vez que a gente jogou, então foi um pouco emocionante. Um capoeirista que passou na sala fez um jogo com o Bruno. O jogo muito espetacular, que deixou todo o mundo sem voz.
Acho que com essa primeira roda, todo o mundo descobriu de verdade o que era a energia da capoeira, porque foi um momento com uma energia especial, com a roda, a musica, o jogo, todo o conjunto. 

quinta-feira, 18 de abril de 2013

RELATO DE AULA 01 - NICOLAS



RELATO DA PRIMEIRA AULA - 21/03/2013


Por Nicolás Martínez



        No primeiro momento da aula o professor formou uma Roda para informar aos alunos sobre os objetivos da aula. Nesta roda o professor chamou a atenção sobre a primeira lição da capoeira sobre a formação da roda. Não pode haver buracos, espaços vazios, por onde a energia da roda possa sair. Todos precisam prestar atenção neste detalhe que faz parte da tradição da capoeira. O primeiro momento da aula é importante, pois é quando o professor define o clima para a continuidade do trabalho.

       No segundo momento, praticamos o fundamento: Ginga. 
      Começamos caminhando, onde pudemos perceber que a Ginga vem de um movimento natural de caminhada. Caminhamos em diversas direções e sentidos. Depois, realizamos a repetição desse movimento “no lugar”, mudando aos poucos a direção, fazendo o movimento para os quatro lados do ginásio.
No terceiro momento, praticamos outro fundamento: a Meia Lua simples, também “no lugar”. Este é um movimento que implica bater com uma perna, de fora para dentro, num movimento semicircular, semelhando precisamente uma meia lua. A praticamos com as duas pernas, alternadamente.
       Depois, passamos a praticar mais um movimento característico da Capoeira: a Esquiva, em três alturas diferentes: alta, meia e baixa. Esse é um fundamento para se defender de um ataque do oponente, é dizer, é um movimento defensivo. Aliás, pode se combinar com movimentos de ataque como uma batida no pé de apoio do oponente, com a perna que fica estendida para o lado.

       Depois de ter praticado esses fundamentos de forma individual, passamos a praticá-los em duplas, trocando de duplas aos poucos.
Como último exercício, o monitor propôs uma série de jogos, também em duplas, e também trocando delas aos poucos. Os objetivos dos jogos eram: conseguir tocar a cabeça do oponente, ao tempo que impedir que ele/a conseguisse tocar a nossa; logo o mesmo com as barrigas; logo os joelhos; e finalmente os pés.
       A última atividade apresentada pelos professores foi fazer uma Roda de descanso e logo de opiniões da turma.

      Num primeiro momento da Roda de opiniões o monitor perguntou para os estrangeiros o quê que eles tinham achado da aula. Tanto o Frances quanto o Uruguaio a acharam muito legal, e falaram que tinha sido ainda melhor do que eles imaginavam.

    Depois, o monitor perguntou para o resto da turma. Todas as opiniões foram amplamente satisfatórias. O Bruno, entre outros, além de dar a sua opinião, explicou para a turma que ia ser um processo interessante para ele o fato de ter que se “desestruturar” da linha da Capoeira da qual ele vinha, e se adaptar à Capoeira Angola.
      Por último, e depois do monitor ter agradecido à turma pela aula, o professor falou que ficava como tarefa para a seguinte aula ler o livro: “Nova Cartografia social dos povos e comunidades tradicionais do Brasil. Capoeira da Ilha. Florianópolis, Ilha de Santa Catarina.” Realizado pela Central Catarinense de Capoeira Angola. 
   Abaixo um vídeo produzido pelo capoeira e professor Kiko e sua Banda Missiva. Apresentamos com ele, o grande Mestre Nô.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

NONA SEMANA DE AULA


QUARTA SEMANA DE AULA

POR: CLEBER SILVEIRA

No dia 06/11/2012 a aula iniciou com um aquecimento de jogos de capoeira. Porém não foram todas as pessoas que jogaram na roda. Depois disso, avaliamos o evento Encontro Palmares e a presença dos fomos apresentados aos mestres Nô e Lázaro, no CDS-UFSC. 

O professor, primeiramente, fez uma contextualização e trouxe alguns elementos do evento. (Tive dificuldade de entender tudo que o Mestre Nó dizia). O mestre é a favor da divulgação da capoeira, plural. O Mestre Nô só não quer é ver os mestres envolvidos em roubos, assassinatos e outros do gêneros que poderiam denegrir a imagem da capoeira. Mestre Lázaro falou muito pouco no dia. O Professor perguntou quem foi na oficina e só uma pessoa levantou a mão e trouxe os seguintes comentários: Gostei da oficina; Mestre Nô na sua luta, apesar não ter mais o rigor físico de antes, possui excelente nível de movimentos técnicos; Vi movimentos e fundamentos técnicos de alto nível dos capoeiristas. Além de outros fatos a mais que o aluno relatou sobre a oficina. Professor Fábio perguntou para os alunos quem foram para a Roda do Básico que acontece toda a quinta feira no Acústico – UFSC - das 12H – 13H30? Poucos responderam que sim. Também, o professor comentou do Batismo de Capoeira Palmares da Professora Jô Capoeira, juntamente com um aluno que foi responsável a fazer o relatório do acontecimento. Este aluno relatou que gostou bastante do contraste sobre o batismo, das performances dos capoeiristas, citou as crianças. Entretanto, o qual ele mais ficou impressionado foi o desempenho dos mestres jogando a capoeira. No final, desse assunto, o professor Fábio, manifestou certa decepção com a pouca participação no Batismo. Mas, ressaltou a qualidade e a quantidade significativa de pessoas, presente, no Batismo que aconteceu no ginásio de alumínio do CDS no dia, 03/11/12 com as participações especiais do Mestre Korvão, Polegar e Professora Danuza. Um aluno que estava sendo responsável a fazer o relatório desse batismo trouxe alguns principais acontecimentos no batismo do dia, 3: Saiu satisfeito do evento; Citou que não gostou da atitude e forma como um mestre se comportou; Foi muito bem na explicação do significado aos cordéis da capoeira. O professor reforçou a sua explicação para os alunos. O professor Fábio, destacou a roda do mercado que aconteceu no mesmo dia. Enfatizou é uma roda de muita tradição realizada no Mercado público. Perguntou quem foi? Ninguém manifestou. Depois, o professor ressaltou na aula a biografia do Zumbi de Palmares. A maneira heróica da resistência como enfrentou a escravidão. Local que o Zumbi viveu em um quilombo onde hoje é o estado de Alagoas, perto da fronteira com o estado de Pernambuco. Detalhou a morte do Zumbi dos Palmares. Na continuidade, a Aula prática sete alunos ficavam nos instrumentos: pandeiro, berimbau, agogô. Outros sete jogavam a capoeira. Alguns de nós cantávamos. Isto resumiu até o fim da aula. Um fato que marcou na fala do professor: não bater palma no momento do jogo para deixar o som do instrumento de das cantorias predominarem. Para ter a nitidez do som do berimbau e sobre a canção da música.

No dia 08/11/2012, a aula foi exigente, mas ao mesmo tempo produtiva, porque propiciou aperfeiçoamento nos fundamentos técnicos da capoeira e exigiu preparo físico dos acadêmicos. O professor possibilitou na aula um término digno ao relatar a reflexão da opressão que os escravos viviam no passado. Ao destacar uma das maiores lendas sobre a luta da escravidão brasileira, o Zumbi dos Palmares.   O professor Fábio propôs aos alunos um aquecimento sempre intermediando com os fundamentos técnicos da capoeira. Diante de variações de movimentos como trabalho de pernas, braços, equilíbrio, salto, coordenação e algumas acrobacias simples, por exemplo, a parada de mão. Após, pediu para fazer dois a dois, jogar livremente a capoeira. Depois desse momento, o professor retomou os fundamentos técnicos da capoeira de forma prática. O primeiro fundamento a ser passado para executar foi: realizar em dupla, revezando, um fazia o Aú e outro se defendia em vista de propiciar uma cabeçada. O segundo fundamento era para fazer dos seguintes modos: continuar em dupla, com revezamento, mantendo o Aú e outro se defendia, mas agora ao deslocar a mão sobre o pé de apoio do parceiro e a outra mão dá o toque no outro pé. No intuito a desequilibrar o adversário para ter a queda no solo.     Notou que esses dois fundamentos a maioria dos acadêmicos não tiveram dificuldade de realizar esses exercícios. Terceiro fundamento mudaria o movimento do golpe. Seria realizado que um fazia Meia Lua de Compasso e outro golpearia com a cabeçada. Novamente foi observado, quase todos assimilou bem a execução desse fundamento técnico. Quarto fundamento foi o trabalho de ginga parecia o professor Fábio estava explorando com esse exercício técnico, a organização espacial dos alunos. Porque chego com essa afirmação, professor realizou de maneira diferente desse habitual exercício da ginga ao propor os alunos, gingar e movimentar no sentido para frente. Logo, após a esse procedimento voltou o trabalho da ginga tradicional para os acadêmicos. Quinto fundamento realizado seria o exercício da esquiva e de novo o professor fugiu do habitual fundamento tradicional desse movimento de um lado para outro. Na minha concepção parecia o professor, claro primeiro aperfeiçoar o fundamento técnico da esquiva. Mas trabalhar a lateralidade dos alunos. Pois cheguei nessa afirmação, porque pedia para esquivar atrás, frente, direito, esquerdo e daí por diante. No entanto, nesse fundamento técnico fiquei satisfeito com o meu desempenho, apesar às vezes não conseguia acompanhar o ritmo dos outros alunos até falhava nos movimentos. Contudo, não me preocupava com esse fator tentava seguir o meu ritmo de maneira correta. Último fundamento que considerei mais difícil e muitos dos acadêmicos obteve também dificuldades, o golpe da tesoura, que um esquivava, a pessoa que golpeava daria uma tesourada no colega. Professor Fábio, terminou a sua aula prática propiciando os alunos jogarem livremente dois a dois e sempre trocando de parceiro na luta. Após a prática, o professor fez um trabalho de relaxamento com os alunos. No final foi percebido que o trabalho de relaxamento surtiu efeito, pois praticamente todos estavam com ares tranquilos. O término da aula se deu com uma leitura de reflexão lida pelo professor Fábio sobre o drama e a opressão dos negros na época da escravidão. Professor mencionou rapidamente a história do Zumbi na conversa com os alunos. Lembrou para todos que dia 20/11 é o Dia da Consciência Negra. Sugeriu a ler o livro, Povo Brasileiro, do Darci Ribeiro. Destacou que a turma evoluiu bastante na capoeira. Em vista dessa aula prática e teórica a maior parte dos acadêmicos de forma espontânea aplaudiu há aula do dia 08/11, ou seja, sinal pelo menos, a maioria gostaram o que presenciaram na prática de ensino. Portanto, foi uma aula particularmente para mim, de uma grande valia e também foi à aula que sair mais contente do ginásio. Pois vi os meus golpes encaixando naturalmente. Além de entender que a capoeira é um jogo e os golpes são dados nos momentos precisos. 

sábado, 8 de dezembro de 2012

OITAVA SEMANA DE AULA DE CAPOEIRA


OITAVA SEMANA DE AULA DE CAPOEIRA
BATISMO GRUPO CAPOEIRA ANGOLA PALMARES


Por: Douglas Nunes da Silva

        No dia 03 de novembro aconteceu o evento de encerramento do Encontro de Capoeira Angola Palmares 2012, durante a semana (30/10 à 03/11) aconteceram diversas atividades promovida pelo projeto CAPOEIRA DA ILHA e o Grupo Palmares na grande Florianópolis: rodas de capoeira, oficinas e batismos. O evento de encerramento foi um Batismo que aconteceu no Ginásio de alumino CDS/UFSC coordenado por a professora Danuza Meneghello e o Professor Fábio Pinto, com a participação de vários mestres de diferentes estados e regiões, entre alguns pode-se destacar os mestres Lázaro, Alemão, Dindo, Polegar, Korvão, Pinóquio e Mestre Nô  que foi o "mestre cerimônia". 
O encontro começou com uma apresentação artística e cultural, dança acrobática no tecido ao som do berimbau e outros instrumentos de capoeira. 

Então Mestre Nô proferiu o discurso de abertura e iniciou a roda de batismo, em sua grande maioria crianças, os mestres foram jogando com os jovens iniciantes que tinham uma grande responsabilidade de lutar contra os mestres de altíssimo nível algumas vezes era notável o respeito a diferença absurda de técnica, lembrando que alguns mestres então vivendo a  melhor idade  como o mestre Nô (68 anos), entretanto, mostram-se em forma. Durante os combates (jogos) aconteceram coisas inusitadas como os jovens pararem e não saber o que fazer ou como reagir, outra coisa interessantíssima era a forma que os jogos finalizavam os alunos. As vezes, de uma forma até consideravelmente "forte". 


Após o término dos jogos os jovem levantam-se para receberem o cordão (neste caso verde), os mestres que jogaram com os iniciantes vão ate eles para pôr o cordão e laçá-lo na cintura como simbologia que ali nasce um capoeira. Dando continuidade ao evento mestre Nô abriu a roda para a troca de cordão, primeiramente do verde para o verde e amarelo, em grande partes dos combates de troca de cordão os capoeiristas enfrentavam outro de uma hierarquia maior, ex: Na troca de verde para amarelo e verde este não necessariamente enfrentava alguém já verde e amarelo mais em grande maioria era sempre um grau ou dois de cordão acima. Durante a troca de cordão fiz algumas observações que valem apena serem citadas: a primeira é que o capoeirista que quer fazer a troca faz diversos jogos enfrentando outros capoeiras de nível superior, neste evento em média quatro desafios por troca, diferente do batismo onde só havia um combate, o outro fato de relevância e que se comparado ao batismo a troca de cordão parece não ser tão amistosa. O capoeirista que está fazendo a troca tenta realmente encaixar os golpes. Entretanto, ainda é visível o respeito a hierarquia nos combates, na medida que a troca de cordão sobe de nível esta rivalidade se acentua. Para receber o cordão a solenidade acontece da mesma forma do batismo. No encontro tivemos algumas trocas de cordões de verde para verde e amarelo, amarelo e verde para amarelo, amarelo para amarelo e azul, amarelo e azul para azul.
        E para fechar com chave de outro o Encontro Capoeira Angola Palmares 2012, uma roda de capoeira livre onde o todos participavam e o ritmo do berimbau acelerava elevando gradativamente o nível da roda que também ia se fechando até se encerrar em um espaço mínimo e um ritmo frenético com todos bem unidos, assim o som do berimbau cessou todos aproveitaram o momento próximo para se confraternizar e fechar efetivamente a semana de eventos capoeirísticos na Ilha.

Referências
PALMARES, Capoeira Angola. Capoeira da Ilha: Projeto de Extensão Capoeira da Ilha. Disponível em:

 <http://capoeiradailha.blogspot.com.br>. Acesso em: 04 nov. 2012.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

SEXTA SEMANA DE AULA


SEXTA SEMANA DE AULA DE CAPOEIRA

Por Douglas Xavier.

A aula do dia 23 de outubro ocorreu no ginásio de capoeira. Tivemos a oportunidade ter uma vivência muito interessante, quando alunos de capoeira da professora Danuza, do colégio aplicação, crianças entre oito e dez anos, foram nos visitar e fazer a aula conosco. Eram cerca de dez crianças. Mas quando entrei no ginásio tive a impressão de que estavam ali todos os alunos do ensino fundamental de Florianópolis. Elas corriam, pulavam e gritavam dando a impressão de que se tinha uma multidão de seres humanos de até um metro e quarenta de altura. Logo a “festa” acabou quando professor Fábio começou a aula de fato.
Nos dividimos em duplas, cada uma com um colchonete, sempre um adulto e uma criança e seguindo as orientações começamos com uma troca de massagens e depois uma brincadeira onde as crianças subiam nas costas de um adulto e esse tentava ficar de quatro apoios e a criança equilibrando-se em cima, o que para elas foi algo muito divertido. Depois disso já havia se criado um laço afetivo entre os jovens acadêmicos e as crianças.
Começou o aquecimento, onde todos ficamos de frente para o professor Fábio repetindo seus movimentos, depois dois a dois (sempre adulto\criança) continuamos com a movimentação por cerca de mais cinco minutos. Paramos e Professora Danuza se apresentou para aqueles que ainda não a conheciam e formamos uma roda onde estavam ao centro tocando berimbáu, Danuza, Fábio e também passaram por ali os monitores do curso, e nos pandeiros e reco reco revezaram-se alguns acadêmicos. Após começarem os toques e ladainhas, começa o jogo continuando aquela lógica sempre de um adulto com uma criança o que foi uma experiência pelo menos para mim muito boa. Acho que todos que ali estavam puderam aprender um pouco com elas, seja jogando ou no pouco tempo que tivemos para conversar. Ao final da roda onde praticamente só estavam adultos ocorreu um fato desnecessário onde um aluno de outro grupo, que não faz parte da turma e que chegou ali como visitante e foi bem recebido, acabou tendo um atrito mais forte com um aluno do curso. Algo que poderia ter sido evitado se tratando de um capoeirista experiente como ele mesmo se apresentou ao término da aula, tendo em vista que ainda permaneciam algumas crianças e pais. Mas esse ocorrido não estragou a aula que foi excelente.
Na aula seguinte do dia 25 começamos com uma conversa onde foi discutido o que havíamos aprendido na ultima aula, a nossa opinião sobre a experiência com crianças e sobre o fatos ocorridos. Depois disso começamos um aquecimento “puxado” pelo professor Fábio, onde em fila nós fomos passando por todos os objetos e aparelhos que haviam na sala de ginástica artística vezes passávamos por cima outras por baixo, sempre com desafios e estímulos diferentes seguindo com acrobacias, algo muito interessante de trabalhar também com crianças que gostam dessas brincadeiras, se sentem desafiadas e isso as motiva.
Depois de aquecidos trabalhamos a técnica chamada benção, chute frontal em forma de empurrão, e também algumas defesas para o mesmo como negaça (esquiva). Seguindo a metodologia das aulas executamos as técnicas repetindo com o professor, passando a praticá-las dois  a dois e no final um jogo livre. Quem se lembra da lenda de Besouro e da benção?