Blog iniciado em março de 2012, destinado aos estudantes da disciplina Teoria e Metodologia da capoeira da UFSC. Serve como registro da memória das aulas, oficinas e atividades do curso. Realizada sobretudo pelos estudantes e professores.
Relatório de aula de capoeira de 30 de maio de 2013
Kauê Hahn Turnes
Dia 30/05 tivemos aula pratica de Capoeira, a aula
ministrada pelo bolsista PIBID Luiz Eduardo. (Instrutor do grupo Quilombola)
A aula iniciou com um
aquecimento, alguns abdominais e apoios, logo após um alongamento foi aplicado,
focando principalmente na flexibilidade.
Seguindo a aula iniciamos
com os movimentos da capoeira, a ginga,
aplicando a esquiva e junto o rolê, depois desses três movimentos
foram formadas duplas onde cada dupla tinha que jogar capoeira aplicando esses
movimentos no jogo.
Após essa atividade todos
foram para o fundo da quadra. O professor explicou o modo de aplicar o macaquinho, após a explicação todos os
alunos tentaram atravessar a quando realizando o movimento, a mesma metodologia
foi aplicada na parada de cabeça, na queda
de rim e na bananeira.
Finalizando as atividades
foi formada uma roda, onde o professor explicou como se jogava o jogo de compra, a questão histórica, a
compra no sentido anti-horário e quem desejasse entrava na roda e jogava, foi
uma atividade bem interessante, pois todos aplicaram os movimentos ensinados na
aula.
Minha avaliação da aula foi
muito positiva, muitos movimentos novos foram ensinado e o próprio jogo de
compra trouxe muito conhecimento para nós alunos.
A aula que ocorreu
neste dia foi realizada em duas partes, sendo a primeira um vídeo sobre a
origem brasileira, “O povo brasileiro” de Darci Ribeiro, e a segunda uma
discussão sobre o documentário, alguns pontos que chamaram atenção e foram
lembrados por alguns alunos após a aula, sendo apresentados a seguir:
Jorge: “Além da
miscigenação de genes, foi colocada a aquisição, criação de uma nova cultura,
com características e aspectos de diferentes raízes”.
Rafael Trentin: “Diferentes
maneiras de trabalho com imagens, neste buscando os “porquês” da colonização,
escravização, origem da capoeira, entre outros, saber buscar a história e
mostrar através deste a contextualização do mesmo”.
Kauê; “Realidade da
história do Brasil que não é contada nas escolas, não detalhadamente como nos
mostra o documentário”.
Alyne; “Darci Ribeiro
fugiu do hospital para concluir sua obra, mistura do português com algumas
raças, era considerado um “Zé ninguém””.
Luan; “Ver em outra
perspectiva a formação da cultura brasileira, levando mais em consideração a
origem indígena”.
Alexandre: “Talvez seja
uma verdadeira história de como foi à colonização do Brasil, “um dos relatos
mais fundamentados que já vi””.
Tiago Alves: “Achei
muito interessante a vivência coletiva e pacífica dos índios”.
Stephane (Francês): “Aprender
o “inicio” do Brasil, as diferentes miscigenação, ver como os povos
influenciaram as capoeiras, bem como os estrangeiros influenciaram o Brasil
hoje”.
Nicolás (Português): “Acho
legal que o Darci Ribeiro tenta contar a história de diversos pontos de vista
incluindo o ponto de vista do oprimido”.
O documentário produzido
por Darci Ribeiro é baseado em seu livro, com o título de “O povo brasileiro”, que
está dividido em 07 capítulos, nas quais ele apresenta as matrizes da cultura brasileira.
O primeiro capítulo fala da “Matriz Tupi”, uma perspectiva que apresenta o
índio como uma matriz para a origem do povo brasileiro (como comenta o Luan). O
segundo e o terceiro capítulos são as matrizes Luza e Africana que tentam contar
a história sob outros pontos de vista, (como lembra Nicolás e Rafael Trentin) ou
outros pilares da formação do povo brasileiro. No quarto capítulo, denominado
“encontros e desencontros”, o fato mais latente era a situação de dominação da
raça “inferior” (não brancos), obrigando-os a realização de trabalhos pesado e
trancafiados como animais após o exercício da função. Isso aconteceu em virtude
das diversas miscigenações étnicas, que deram origem ao povo conhecido como “brasileiro”.
Este não possui origens bem definidas ou únicas, dadas as diferentes raças que
aqui estiveram.
Outro ponto abordado
foi como relacionar esses fatos (descobrimento, colonização, escravização e
miscigenação) com o foco da disciplina capoeira, sua origem, seus ensinamentos
e diversidade cultural. Assim, foram levantados alguns tópicos a serem
discutidos, entre eles o denominado pelo documentário de “primeiro ato”, onde
os personagens são os portugueses e os índios. Nele os índios homens foram
“condenados” ao trabalho de desmatamento do Pau Brasil que era simbolicamente
trocado por objetos (espelhos e miçangas), e as mulheres fadadas a realizarem
os desejos sexuais dos senhores dando origem a filhos “de ninguém”,
considerados os “Zés ninguém” (colocado pela Alyne). Sem raças determinadas
eram levados a catequese, esta reunia crianças com diferentes origens e
línguas, forçando-as a se comunicarem, fragilizando sua cultura, mas também
dando origem a outras culturas com características e aspectos diferentes (como
colocado pelo Jorge).
No “segundo ato”, a
troca do Pau Brasil já não existe e sim o escravismo, a escravização de um povo
que outrora vivia em uma situação pacífica (como coloca o Tiago), os homens
escravizados, realizando trabalhos braçais e sem liberdade, as mulheres agora
eram apenas objetos para consumo, estupro, violentadas sexualmente, serviçais para
a produção de mão de obra e outras reprodutoras.
Assim começa a opressão
totalmente explícita, origina-se o desejo de liberdade de expressão, do corpo e
da alma. Talvez a partir deste ponto, com as fugas e a necessidade de
defender-se os, agora escravos, dão origens a uma luta, uma defesa corporal,
que possivelmente mais tarde veio a ser denominada de CAPOEIRA.
Nesta data a aula iniciou como todas
as outras, uma roda bem fechada e com os alunos unidos para que as energias da
roda fossem mantidas. Na mesma roda foram iniciados os alongamentos, um aluno
apoiado no outro, todos como peça principal para manter o grupo. Acredito que é
fundamento da capoeira, a união para vencer as batalhas que surgem durante a
vida.
Nesta roda, durante o alongamento, o
professor Fabio fez algumas reflexões e apresentou a pauta da aula do dia, a
aula teria foco em trabalhos de pernas com movimentos giratórios. Em seguida
ele fez uma recapitulação dos movimento executados até o momento, estes eram:
esquiva alta, media, de angola e negativa, meia lua, armada, cabeçada, martelo,
meia lua de compasso etc. e deu um aviso, que ao final da aula seriam chamados
individualmente os alunos para uma conversa referente ao texto “o que é
capoeira” indicado pelo professor.
Nesta aula o intuito foi desenvolver
técnicas de movimentos giratórios de pernas. Porem Iniciou as atividades
recapitulando a esquiva baixa conhecida também como esquiva de angola. Executamos
diversas vezes ate os alunos conseguirem aprender o movimento. A partir de
então o professor deu inicio aos movimentos giratórios de pernas propriamente
ditos.
O movimento deveria ser executado
como se fosse dar uma meia lua frontal simples, porem, ao invés do pé passar a
frente em forma de meia lua ele apenas da apoio para o pé que vem de trás
executar o giro da armada. O movimento seguinte era progressão do mesmo
movimento só que desta vez, duplicado, a armada dupla. Executamos diversas
vezes o movimento para ambos os lados com o intuito de fixá-los. Em seguida o
grupo se organizou em duplas para executar o movimento aprendido, era necessária
uma pequena distancia de segurança, pois eles seriam executados
simultaneamente. Um aluno começava a armada e o outro executava em seguida,
ambos com movimentos duplos.
O movimento seguinte foi
desenvolvido em duplas diferentes das quais já haviam sido feitas. Um aluno
ficava com o braço estendido enquanto o outro executava a meia lua e em seguida
a armada ambos os movimentos acertando o pé na mão do companheiro simulando o
ataque. O movimento era feito alternando com o companheiro.
O
próximo movimento a ser executado foi a meia lua de compasso, nesta o individuo
coloca uma das pernas a frente apóia as duas mãos no chão, projeta o calcanhar
do pé que se encontra atrás contra o adversário, com a perna estendida. Isso é feito,
por exemplo, colocando-se a mão direita no chão, atrás do calcanhar esquerdo e
vice-versa. É da rotação do tronco que sairá a potência do golpe. Após o
movimento, o praticante retorna à posição inicial. Depois de executado o
movimento simples e individualmente a proposta foi desenvolver a meia lua de
compasso dupla, um de cada vez. O movimento era executado com uma pequena
variação, em quanto um aluno atacava com a meia lua de compasso o outro deveria
esquivar e já preparar para executar a meia lua em seguida. Este movimento
deveria ser repetido por duas vezes, sendo ao final quatro movimentos seguidos,
dois de cada aluno da dupla.
Ao
final da aula, como havia mencionado o professor, ele foi chamando um aluno por
vez para uma conversa sobre o texto já mencionado acima. Em quanto os alunos
eram chamados, o monitor assumiu a turma desenvolvendo alguns golpes. Iniciamos
a atividade com a armada seguida de Aú e finalizando a aula se trabalhou a
seqüência rabo de arraia com Aú.
O
rabo de arraia é uma técnica muito semelhante a meia lua de compasso, porém não
se utiliza as duas mão no chão. No giro a perna é projetada em direção ao
oponente, a intenção é acertar com os calcanhares no adversário. Pode ser
aplicado com uma das mãos no solo ou não. O Aú é um movimento onde se permite a
aproximação ou afastamento do adversário, Consiste em colocar as mãos no chão e
depois os pés para o alto, e terminá-lo em pé, uma espécie de estrela, nos
movimentos simultâneos foram utilizados o rabo de arraia seguido do Aú.
Ao
final sentamos em roda e como de costuma, nas aulas do professor Bagé,
conversamos sobre a aula do dia, dificuldades e aprendizados para a vida.
A aula foi uma aula/oficina ministra pela professora Jô
Capoeira (Grupo Palmares), que pratica capoeira a mais de 20 anos. Ela ensina
capoeira nas escolas, para crianças. Seu blog registra sua trajetória na
capoeira e fala muito sobre suas emoções e percepções de ser uma capoeirista da
ilha. Endereco: http://jocapoeira.wordpress.com
A aula começou com aquecimentos em roda. Enquanto fazia os
aquecimentos a professora fazia perguntas à turma sobre a capoeira. A maioria
falou que nunca fez capoeira antes dessa disciplina.
Depois deste
aquecimento, a gente fez 2 brincadeiras:
A
primeira foi uma adaptação da brincadeira “gato e rato”. A professora
transformou essa brincadeira em “escravo e capitão do mato”. O principio é de
formar uma roda, e escolher um escravo e o capitão do mato. Este sai da sala
para que os outros escolham um numero, que é a hora que o escravo “sai de casa”. O Capitão do
Mato entra na sala, enquanto a grande roda esta se movimentando.
Capitão do Mato:
- “ESCRAVO ESTÁ NA SENZALA?”
Todos: - “NÃO”
Capitão do Mato: “QUE
HORAS ELE CHEGA?”
Todos: “NÃO SEI”.
Capitão do Mato:
(começa a falar as horas, até acertar)
Quando o Capitão do
Mato acerta a hora, o escravo tem que sair do meio da roda e o Capitão do Mato
corre atrás dele até pegá-lo.
O objetivo dessa
brincadeira é o fazer com que os alunos aprendam a história da capoeira e do Brasil
brincando.
A segunda brincadeira foi um jogo de pegador-corrente,
onde aquele que pega vai formando uma corrente com os colegas pegos. Mas aqui,
as pessoal deveria se movimentar apenas com os mãos e pés no chão. E uma forma
de descobrir outros modos de se movimentar, que o capoeirista pode utilizar (depois
de uma esquiva por exemplo, quando ele esta no chão)
Depois, a gente praticou movimentos e técnicas de capoeira.
Trabalhamos a negativa e golpes simples, como a meia-lua. O método era simples:
uma parte sozinho e, depois, uma parte 2 a 2. Aprendemos também a juntar os movimentos,
por exemple esquivar e dar um golpe depois.
A gente fez também um trabalho 2 a 2 sobre o Aú.
A parte seguinte da aula foi mais teórica. A professora
Jô apresentou os instrumentos que acompanham a roda. Esses instrumentos são:
-
O berimbau: e o instrumento que dirige a roda, ele define o inicio e o fim do
jogo, o ritmo e o modo de jogar. Normalmente, sempre tem 3 berimbaus na roda. Tem
3 tipos de berimbau: o berimbau grave (o berra-boi), o berimbau médio, e a
viola (som mais alto e agudo).
Aprendemos três toques : o tom alto, o tom baixo e o zumbido. A
disposição desses sons, faz o tipo do jogo. Por exemplo, para o jogo Angola, o
berimbau vai fazer: dois zumbidos, um tom baixo, e um tom alto.
O pandeiro:
O pandeiro acompanha o berimbau. Tem um ritmo básico, mas o tocador de pandeiro
é permitido executar floreios e viradas para enfeitar a música. Tem 2 pandeiros
na roda.
O atabaque:
E um instrumento de percussão, tocado com as mãos (pode ser também tocado com
baquetas) .
O agogô: Instrumento de percussão
também, faz um som metálico.
O reco-reco:
A professora ensinou
como tocar esses instrumentos, ela
explicou também como é fabricado o berimbau.
Depois, falamos sobre o ensino da capoeira com as crianças, porque a professora
trabalha muito com as crianças. Ela disse que com os pequenos, a aula é bem
livre, o objetivo é de ter um contato com a capoeira e seus princípios básicos.
Com as crianças maiores (7-8 anos) a professora fala mais sobre a disciplina da
roda, como não deixar o espaço vazio, apenas dois jogando, esperar que o mestre
lhe chame antes de jogar etc...
Para terminar a aula,
fizemos uma roda, tocando os instrumentos e jogando. Foi a primeira vez que a
gente jogou, então foi um pouco emocionante. Um capoeirista que passou na sala fez
um jogo com o Bruno. O jogo muito espetacular, que deixou todo o mundo sem voz.
Acho que com essa primeira roda, todo o mundo descobriu de verdade o que era a
energia da capoeira, porque foi um momento com uma energia especial, com a
roda, a musica, o jogo, todo o conjunto.
No primeiro momento da
aula o professor formou umaRodapara informar aos alunos sobre os
objetivos da aula. Nesta roda o professor chamou a atenção sobre a primeira
lição da capoeira sobre a formação da roda. Não pode haver buracos, espaços
vazios, por onde a energia da roda possa sair. Todos precisam prestar atenção
neste detalhe que faz parte da tradição da capoeira. O primeiro momento da aula
é importante, pois é quando o professor define o clima para a continuidade do
trabalho.
No segundo momento, praticamos o fundamento:Ginga.
Começamoscaminhando, onde pudemos
perceber que a Ginga vem de um movimento natural de caminhada. Caminhamos em
diversas direções e sentidos. Depois, realizamos a repetição desse movimento
“no lugar”, mudando aos poucos a direção, fazendo o movimento para os quatro
lados do ginásio.
No terceiro momento,
praticamos outro fundamento: aMeia
Lua simples, também “no lugar”. Este é um movimento que implica bater com
uma perna, de fora para dentro, num movimento semicircular, semelhando
precisamente uma meia lua. A praticamos com as duas pernas, alternadamente. Depois, passamos a
praticar mais um movimento característico da Capoeira: aEsquiva, em três alturas
diferentes: alta, meia e baixa. Esse é um fundamento para se defender de um
ataque do oponente, é dizer, é um movimento defensivo. Aliás, pode se combinar
com movimentos de ataque como uma batida no pé de apoio do oponente, com a
perna que fica estendida para o lado.
Depois de ter praticado
esses fundamentos de forma individual, passamos a praticá-los em duplas,
trocando de duplas aos poucos.
Como último exercício, o
monitor propôs uma série de jogos, também em duplas, e também trocando delas
aos poucos. Os objetivos dos jogos eram: conseguir tocar a cabeça do oponente,
ao tempo que impedir que ele/a conseguisse tocar a nossa; logo o mesmo com as
barrigas; logo os joelhos; e finalmente os pés.
A última atividade apresentada
pelos professores foi fazer uma Roda de descanso e logo de opiniões da turma.
Num primeiro momento da
Roda de opiniões o monitor perguntou para os estrangeiros o quê que eles tinham
achado da aula. Tanto o Frances quanto o Uruguaio a acharam muito legal, e
falaram que tinha sido ainda melhor do que eles imaginavam.
Depois, o monitor
perguntou para o resto da turma. Todas as opiniões foram amplamente
satisfatórias. O Bruno, entre outros, além de dar a sua opinião, explicou para
a turma que ia ser um processo interessante para ele o fato de ter que se
“desestruturar” da linha da Capoeira da qual ele vinha, e se adaptar à Capoeira
Angola.
Por último, e depois do
monitor ter agradecido à turma pela aula, o professor falou que ficava como
tarefa para a seguinte aula ler o livro: “Nova Cartografia social dos povos e
comunidades tradicionais do Brasil. Capoeira da Ilha. Florianópolis, Ilha de
Santa Catarina.” Realizado pela Central Catarinense de Capoeira Angola.
Abaixo um vídeo produzido pelo capoeira e professor Kiko e sua Banda Missiva. Apresentamos com ele, o grande Mestre Nô.
No
dia 06/11/2012 a
aula iniciou com um aquecimento de jogos de capoeira. Porém não foram todas as
pessoas que jogaram na roda. Depois disso, avaliamos o evento Encontro Palmares
e a presença dos fomos apresentados aos mestres Nô e Lázaro, no CDS-UFSC.
O professor,
primeiramente, fez uma contextualização e trouxe alguns elementos do evento.
(Tive dificuldade de entender tudo que o Mestre Nó dizia). O mestre é a favor da
divulgação da capoeira, plural. O Mestre Nô só não quer é ver os mestres envolvidos
em roubos, assassinatos e outros do gêneros que poderiam denegrir a imagem da
capoeira. Mestre Lázaro falou muito pouco no dia. O Professor perguntou quem
foi na oficina e só uma pessoa levantou a mão e trouxe os seguintes
comentários: Gostei da oficina; Mestre Nô na sua luta, apesar não ter mais o
rigor físico de antes, possui excelente nível de movimentos técnicos; Vi
movimentos e fundamentos técnicos de alto nível dos capoeiristas. Além de
outros fatos a mais que o aluno relatou sobre a oficina. Professor Fábio
perguntou para os alunos quem foram para a Roda do Básico que acontece toda a quinta
feira no Acústico – UFSC - das 12H – 13H30? Poucos responderam que sim. Também,
o professor comentou do Batismo de Capoeira Palmares da Professora Jô Capoeira,
juntamente com um aluno que foi responsável a fazer o relatório do acontecimento.
Este aluno relatou que gostou bastante do contraste sobre o batismo, das
performances dos capoeiristas, citou as crianças. Entretanto, o qual ele mais
ficou impressionado foi o desempenho dos mestres jogando a capoeira. No final,
desse assunto, o professor Fábio, manifestou certa decepção com a pouca
participação no Batismo. Mas, ressaltou a qualidade e a quantidade
significativa de pessoas, presente, no Batismo que aconteceu no ginásio de alumínio
do CDS no dia, 03/11/12 com as participações especiais do Mestre Korvão,
Polegar e Professora Danuza. Um aluno que estava sendo responsável a fazer o
relatório desse batismo trouxe alguns principais acontecimentos no batismo do
dia, 3: Saiu satisfeito do evento; Citou que não gostou da atitude e forma como
um mestre se comportou; Foi muito bem na explicação do significado aos cordéis
da capoeira. O professor reforçou a sua explicação para os alunos. O professor
Fábio, destacou a roda do mercado que aconteceu no mesmo dia. Enfatizou é uma
roda de muita tradição realizada no Mercado público. Perguntou quem foi?
Ninguém manifestou. Depois, o professor ressaltou na
aula a biografia do Zumbi de Palmares. A maneira heróica da resistência como
enfrentou a escravidão. Local que o Zumbi viveu em um quilombo onde hoje é o
estado de Alagoas, perto da fronteira com o estado de Pernambuco. Detalhou a
morte do Zumbi dos Palmares. Na continuidade, a Aula prática sete alunos
ficavam nos instrumentos: pandeiro, berimbau, agogô. Outros sete jogavam a
capoeira. Alguns de nós cantávamos. Isto resumiu até o fim da aula. Um fato que
marcou na fala do professor: não bater palma no momento do jogo para deixar o
som do instrumento de das cantorias predominarem. Para ter a nitidez do som do berimbau
e sobre a canção da música.
No
dia 08/11/2012, a
aula foi exigente, mas ao mesmo tempo produtiva, porque propiciou
aperfeiçoamento nos fundamentos técnicos da capoeira e exigiu preparo físico
dos acadêmicos. O professor possibilitou na aula um término digno ao relatar a
reflexão da opressão que os escravos viviam no passado. Ao destacar uma das
maiores lendas sobre a luta da escravidão brasileira, o Zumbi dos Palmares. O professor Fábio propôs aos alunos um aquecimento
sempre intermediando com os fundamentos técnicos da capoeira. Diante de
variações de movimentos como trabalho de pernas, braços, equilíbrio, salto,
coordenação e algumas acrobacias simples, por exemplo, a parada de mão. Após,
pediu para fazer dois a dois, jogar livremente a capoeira. Depois desse
momento, o professor retomou os fundamentos técnicos da capoeira de forma
prática. O primeiro fundamento a ser passado para executar foi: realizar em
dupla, revezando, um fazia o Aú e outro se defendia em vista de propiciar uma
cabeçada. O segundo fundamento era para fazer dos seguintes modos: continuar em
dupla, com revezamento, mantendo o Aú e outro se defendia, mas agora ao
deslocar a mão sobre o pé de apoio do parceiro e a outra mão dá o toque no
outro pé. No intuito a desequilibrar o adversário para ter a queda no solo. Notou que esses dois fundamentos a maioria
dos acadêmicos não tiveram dificuldade de realizar esses exercícios. Terceiro fundamento mudaria o movimento
do golpe. Seria realizado que um fazia Meia Lua de Compasso e outro golpearia
com a cabeçada. Novamente foi observado, quase todos assimilou bem a execução
desse fundamento técnico. Quarto fundamento foi o trabalho de ginga parecia o
professor Fábio estava explorando com esse exercício técnico, a organização
espacial dos alunos. Porque chego com essa afirmação, professor realizou de maneira
diferente desse habitual exercício da ginga ao propor os alunos, gingar e
movimentar no sentido para frente. Logo, após a esse procedimento voltou o
trabalho da ginga tradicional para os acadêmicos. Quinto fundamento realizado
seria o exercício da esquiva e de novo o professor fugiu do habitual fundamento
tradicional desse movimento de um lado para outro. Na minha concepção parecia o
professor, claro primeiro aperfeiçoar o fundamento técnico da esquiva. Mas
trabalhar a lateralidade dos alunos. Pois cheguei nessa afirmação, porque pedia
para esquivar atrás, frente, direito, esquerdo e daí por diante. No entanto,
nesse fundamento técnico fiquei satisfeito com o meu desempenho, apesar às
vezes não conseguia acompanhar o ritmo dos outros alunos até falhava nos
movimentos. Contudo, não me preocupava com esse fator tentava seguir o meu
ritmo de maneira correta. Último fundamento que considerei mais difícil e
muitos dos acadêmicos obteve também dificuldades, o golpe da tesoura, que um
esquivava, a pessoa que golpeava daria uma tesourada no colega. Professor
Fábio, terminou a sua aula prática propiciando os alunos jogarem livremente
dois a dois e sempre trocando de parceiro na luta. Após a prática, o professor
fez um trabalho de relaxamento com os alunos. No final foi percebido que o
trabalho de relaxamento surtiu efeito, pois praticamente todos estavam com ares
tranquilos. O término da aula se deu com
uma leitura de reflexão lida pelo professor Fábio sobre o drama e a opressão
dos negros na época da escravidão. Professor mencionou rapidamente a história
do Zumbi na conversa com os alunos. Lembrou para todos que dia 20/11 é o Dia da
Consciência Negra. Sugeriu a ler o livro, Povo Brasileiro, do Darci Ribeiro.
Destacou que a turma evoluiu bastante na capoeira. Em vista dessa aula prática
e teórica a maior parte dos acadêmicos de forma espontânea aplaudiu há aula do
dia 08/11, ou seja, sinal pelo menos, a maioria gostaram o que presenciaram na
prática de ensino. Portanto, foi uma aula particularmente para mim, de uma
grande valia e também foi à aula que sair mais contente do ginásio. Pois vi os
meus golpes encaixando naturalmente. Além de entender que a capoeira é um jogo
e os golpes são dados nos momentos precisos.
No
dia 03 de novembro aconteceu o evento de encerramento do Encontro de Capoeira
Angola Palmares 2012, durante a semana (30/10 à 03/11) aconteceram diversas atividades
promovida pelo projeto CAPOEIRA DA ILHA e o Grupo Palmares na grande
Florianópolis: rodas de capoeira, oficinas e batismos. O evento de encerramento
foi um Batismo que aconteceu no
Ginásio de alumino CDS/UFSC coordenado por a professora Danuza Meneghello e o
Professor Fábio Pinto, com a participação de vários mestres de diferentes
estados e regiões, entre alguns pode-se destacar os mestres Lázaro, Alemão,
Dindo, Polegar, Korvão, Pinóquio e Mestre Nô que foi o "mestre cerimônia". O
encontro começou com uma apresentação artística e cultural, dança acrobática no
tecido ao som do berimbau e outros instrumentos de capoeira.
Então Mestre Nô
proferiu o discurso de abertura e iniciou a roda de batismo, em sua grande
maioria crianças, os mestres foram jogando com os jovens iniciantes que tinham
uma grande responsabilidade de lutar contra os mestres de altíssimo nível
algumas vezes era notável o respeito a diferença absurda de técnica, lembrando
que alguns mestres então vivendo a melhor idade como o mestre Nô (68 anos), entretanto, mostram-se
em forma. Durante os combates (jogos) aconteceram coisas inusitadas como os
jovens pararem e não saber o que fazer ou como reagir, outra coisa
interessantíssima era a forma que os jogos finalizavam os alunos. As vezes, de
uma forma até consideravelmente "forte".
Após o término dos jogos os
jovem levantam-se para receberem o cordão (neste caso verde), os mestres que
jogaram com os iniciantes vão ate eles para pôr o cordão e laçá-lo na cintura
como simbologia que ali nasce um capoeira. Dando continuidade ao evento mestre
Nô abriu a roda para a troca de cordão, primeiramente do verde para o verde e
amarelo, em grande partes dos combates de troca de cordão os capoeiristas enfrentavam
outro de uma hierarquia maior, ex: Na troca de verde para amarelo e verde este
não necessariamente enfrentava alguém já verde e amarelo mais em grande maioria
era sempre um grau ou dois de cordão acima. Durante a troca de cordão fiz
algumas observações que valem apena serem citadas: a primeira é que o
capoeirista que quer fazer a troca faz diversos jogos enfrentando outros
capoeiras de nível superior, neste evento em média quatro desafios por troca,
diferente do batismo onde só havia um combate, o outro fato de relevância e que
se comparado ao batismo a troca de cordão parece não ser tão amistosa. O
capoeirista que está fazendo a troca tenta realmente encaixar os golpes. Entretanto,
ainda é visível o respeito a hierarquia nos combates, na medida que a troca de
cordão sobe de nível esta rivalidade se acentua. Para receber o cordão a
solenidade acontece da mesma forma do batismo. No encontro tivemos algumas
trocas de cordões de verde para verde e amarelo, amarelo e verde para amarelo,
amarelo para amarelo e azul, amarelo e azul para azul.
E para fechar com chave de outro o Encontro Capoeira Angola
Palmares 2012, uma roda de capoeira livre onde o todos participavam e o ritmo
do berimbau acelerava elevando gradativamente o nível da roda que também ia se
fechando até se encerrar em um espaço mínimo e um ritmo frenético com todos bem
unidos, assim o som do berimbau cessou todos aproveitaram o momento próximo
para se confraternizar e fechar efetivamente a semana de eventos capoeirísticos
na Ilha.
Referências
PALMARES, Capoeira
Angola. Capoeira da Ilha: Projeto de Extensão Capoeira da Ilha. Disponível em: