Blog iniciado em março de 2012, destinado aos estudantes da disciplina Teoria e Metodologia da capoeira da UFSC. Serve como registro da memória das aulas, oficinas e atividades do curso. Realizada sobretudo pelos estudantes e professores.
Seguidores
sábado, 8 de junho de 2013
RELATÓRIO
DA AULA DO DIA 07 DE MAIO
WILLYAN FILLIPY PACHECO LAURINDO
A
aula iniciou com um circulo com todos os participantes da aula abraçados e com
uma breve conversa sobre o projeto em que o professor participou no Rio Grande
do Sul, falando sobre a importância de ajudar ao próximo e sobre os princípios
da capoeira de incentivam esta pratica. Após esta conversa, devido ao frio,
fizemos um aquecimento diferente, através do jogo dos dez passes.
Depois
do aquecimento formou-se um circulo onde se conversou sobre o aprendizado da capoeira,
e a importância de não desistir de ensinar o novo, pois a maior dificuldade é o
desconhecido, temos que insistir até que conheçam as regras e as maneiras de se
praticar.
Posteriormente
a esta conversa, o professor pediu para os alunos formarem duplas e jogaram
capoeira enquanto ele passava contando e tocando pandeiro, a cada troca de
música, trocavam-se as duplas.
Na
parte principal da aula, o professor Fabio formou uma roda novamente e explicou
como fugir, “se livrar”, do golpe “armada”, explicado em aulas anteriores,
através de cinco movimentos. Colocou um CD com músicas da capoeira para tocar e
ficou passando e ajudando os alunos a aperfeiçoarem seus movimentos.
Iniciou
com uma esquiva simples, onde o indivíduo abaixava-se para o lado em que a
armada estava sendo aplicada. Em seguida, foi ensinada uma esquiva com
contra-ataque de queda, dividido em duas etapas de aprendizagem, primeiro
apenas rodando no sentido da armada e indo em direção as costas do adversário,
posteriormente, se fez o mesmo movimento, porém, segurando a perna que o
adversário aplicou a armada.
Com
as duas etapas realizadas, foi ensinado outro contra-ataque, agora o indivíduo
fazia a cocorinha e em seguida, após o adversário passar a perna da armada,
aplicava uma cabeçada levantando de costas. Por último foi ensinado o
contra-ataque aplicando a tesoura, golpe onde o indivíduo entra com uma perna
atrás dos joelhos do adversário, enquanto ele aplica a armada, e após o
adversário colocar o pé no chão o indivíduo coloca a outra perna no quadril do
adversário, levando-o em direção ao solo. Durante todos os processos o
professor ficou observando os alunos e interferindo quando necessário.
Após
toda essa pratica, foi pedido aos alunos para realizarem apenas o golpe armada,
passando mais tarde a acrescentar uma das cinco movimentações aprendidas
anteriormente.
Com
o término da parte prática da aula, o professor pediu aos alunos para formarem
um círculo e ouvirem uma música (a capoeira não é luta do patrão), enquanto
realizavam alongamentos individualmente. O professor ainda ofereceu meio ponto
na média de quem levasse a letra da música para próxima aula, e um ponto para
quem cantasse a música. Ao término da música foi conversado sobre sua letra e
seu significado.
“A Capoeira que nasceu pra dizer não
A todo tipo de opressão
Injustiça ou escravidão
A Capoeira não é luta de patrão
Herança nobre
Legado da escravidão
Era luta de oprimidos
E excluídos da nação
Hojé é desporto, de regra e competição
Eu não concordo com toda essa inversão
A Capoeira tá do lado do patrão
A escravidão hoje é feita sem grilhão
Não temos escola,
Nem dentista ou educação
Nos dão a margem e muita televisão
Se liga moço
Presta atenção
A Capoeira não é luta de patrão
Ginga marcada, soco e mata-leão
Eu não concordo com tanta deturpação
Pois Mestre Bimba não dava mata-leão
Eu não concordo com tanta deturpação
Nem dava murro
Em roda de vadiação
Nas emboscadas ensinava a jogar facão
Mas ensinava o respeito e a tradição
Se liga moço
Dê sentido a esse refrão
A Capoeira não é luta de patrão
Se liga moço
Não entregue ao vilão
Nossa cultura forjada na escravidão”.
Mestre Pinóquio
Foi
apresentado um banner sobre a história da capoeira na ilha, assim como relatos
de alguns mestres que participaram e participam dessa história. A cada trecho o
relato lido por um aluno era conversado sobre o momento da capoeira em questão.
A
aula foi muito proveitosa e agradável, sendo divertida, interessante e
educativa. A metodologia utilizada (focar em apenas um golpe e suas esquivas)
foi muito bem apreciada pelos alunos, que se adaptaram bem a tal metodologia.
Relatório da aula de Capoeira 02 DE MAIO DE 2013
Relatório da aula de
Capoeira 02 DE MAIO DE 2013
RAFAEL TRENTIN
No dia 02 de maio de 2013, nos reunimos no ginásio de
alumínio para continuarmos o processo de aprendizagem na capoeira, a aula foi
ministrada pela professora Joseane (Jô) com o apoio da professora Danuza.
A aula foi basicamente dividida em três etapas, iniciamos
fazendo uma formação em roda para que a professora nos passasse o que ocorreria
na mesma, e realizássemos uma cantoria. Também assistimos a um vídeo que era
uma homenagem ao mestre Bigodinho, que foi uma pessoa de grande respeito dentro
da capoeira e em todo seu entorno, debatemos o mesmo e falamos sobre os mestres
de capoeira, e dançamos ao som de uma música cantada na formação de roda.
“Homenagem ao mestre Bigodinho”,
assistimos ao vídeo do mestre bigodinho que tratava de toda sua importância na
capoeira, Reinaldo Santana, mas conhecido como Bigodinho, nasceu na comunidade
quilombola do Acupe, Santo Amaro da Purificação-BA em 13 de setembro de 1933.
Morava no bairro do Cabula, em Salvador e começou na capoeira em 1950. Em 1960
passa a professor e é reconhecido mestre em 1968. Discípulo de Waldemar da
Paixão, jogava na rua Pero Vaz, Liberdade, onde herdou e manteve a linhagem de
capoeira Angola da Bahia. Também aprendeu com os mestres Traíra e Zacarias.
Coordenou o grupo resistência na década de 60, na Lapinha-BA. Dizia “ser do
tempo” em que a polícia reprimia as rodas e ameaçavam: “pare senão furo o
pandeiro e quebro o berimbau”. “Mas graças a Deus hoje tá diferente”, concluía.
Integrou o grupo folclórico Viva Bahia de Emília Biancardi. Compositor,
participou de inúmeras gravações em especial de um CD com Mestre Boca Rica.
Fala da sua vida no Brasil e no mundo no DVD Tributo a Mestre Bigodinho.
Afirmava que preferia “fazer pouco bem feito que o muito mal feito”; “Capoeira
não é valentia. É defesa pessoal e cada qual se defende como pode na hora da
necessidade”.
Além do vídeo, fizemos uma
cantoria em roda, que a professora nos ensinou a dançar e cantar, a roda girava
no sentido anti-horário e ao ritmo do som, colocávamos nossa perna direita ao
meio da roda, depois ela passou algumas derivações quanto na dança e na sua
formação.
O grande marco da aula foi o
debate sobre o tema “MESTRES DE CAPOEIRA” onde tiramos dúvidas e aprendemos
quem seriam essas pessoas e de que maneira elas viviam na sociedade, chegamos a
um ponto que seria o “Oficio dos mestres de Capoeira”, a professora nos mostrou
contou um pouco sobre o mesmo.
O ofício de mestre de capoeira foi registrado como
patrimônio cultural do Brasil, no entendimento de que o mestre é o detentor de
um saber popular transmitido oralmente que deve ser preservado, porém até o
momento nenhuma ação efetiva foi realizada para reverter a situação dos mestres
e valorizar estas pessoas que são tão importantes para todos nós capoeiristas.
Enquanto o governo não atua de forma eficaz e
eficiente, nossos mestres vão partindo dessa vida à mingua, muitas vezes em uma
precária situação financeira e de saúde.
Relatório de aula de capoeira de 30 de maio de 2013
Relatório de aula de capoeira de 30 de maio de 2013
Kauê Hahn Turnes
Dia 30/05 tivemos aula pratica de Capoeira, a aula
ministrada pelo bolsista PIBID Luiz Eduardo. (Instrutor do grupo Quilombola)
A aula iniciou com um
aquecimento, alguns abdominais e apoios, logo após um alongamento foi aplicado,
focando principalmente na flexibilidade.
Seguindo a aula iniciamos
com os movimentos da capoeira, a ginga,
aplicando a esquiva e junto o rolê, depois desses três movimentos
foram formadas duplas onde cada dupla tinha que jogar capoeira aplicando esses
movimentos no jogo.
Após essa atividade todos
foram para o fundo da quadra. O professor explicou o modo de aplicar o macaquinho, após a explicação todos os
alunos tentaram atravessar a quando realizando o movimento, a mesma metodologia
foi aplicada na parada de cabeça, na queda
de rim e na bananeira.
Finalizando as atividades
foi formada uma roda, onde o professor explicou como se jogava o jogo de compra, a questão histórica, a
compra no sentido anti-horário e quem desejasse entrava na roda e jogava, foi
uma atividade bem interessante, pois todos aplicaram os movimentos ensinados na
aula.
Relatório de aula – Dia 30 de abril de 2013.
Relatório de
aula – Dia 30 de abril de 2013.
José Manoel de
Souza Junior.
A aula que ocorreu
neste dia foi realizada em duas partes, sendo a primeira um vídeo sobre a
origem brasileira, “O povo brasileiro” de Darci Ribeiro, e a segunda uma
discussão sobre o documentário, alguns pontos que chamaram atenção e foram
lembrados por alguns alunos após a aula, sendo apresentados a seguir:
Jorge: “Além da
miscigenação de genes, foi colocada a aquisição, criação de uma nova cultura,
com características e aspectos de diferentes raízes”.
Rafael Trentin: “Diferentes
maneiras de trabalho com imagens, neste buscando os “porquês” da colonização,
escravização, origem da capoeira, entre outros, saber buscar a história e
mostrar através deste a contextualização do mesmo”.
Kauê; “Realidade da
história do Brasil que não é contada nas escolas, não detalhadamente como nos
mostra o documentário”.
Alyne; “Darci Ribeiro
fugiu do hospital para concluir sua obra, mistura do português com algumas
raças, era considerado um “Zé ninguém””.
Luan; “Ver em outra
perspectiva a formação da cultura brasileira, levando mais em consideração a
origem indígena”.
Alexandre: “Talvez seja
uma verdadeira história de como foi à colonização do Brasil, “um dos relatos
mais fundamentados que já vi””.
Tiago Alves: “Achei
muito interessante a vivência coletiva e pacífica dos índios”.
Stephane (Francês): “Aprender
o “inicio” do Brasil, as diferentes miscigenação, ver como os povos
influenciaram as capoeiras, bem como os estrangeiros influenciaram o Brasil
hoje”.
Nicolás (Português): “Acho
legal que o Darci Ribeiro tenta contar a história de diversos pontos de vista
incluindo o ponto de vista do oprimido”.
O documentário produzido
por Darci Ribeiro é baseado em seu livro, com o título de “O povo brasileiro”, que
está dividido em 07 capítulos, nas quais ele apresenta as matrizes da cultura brasileira.
O primeiro capítulo fala da “Matriz Tupi”, uma perspectiva que apresenta o
índio como uma matriz para a origem do povo brasileiro (como comenta o Luan). O
segundo e o terceiro capítulos são as matrizes Luza e Africana que tentam contar
a história sob outros pontos de vista, (como lembra Nicolás e Rafael Trentin) ou
outros pilares da formação do povo brasileiro. No quarto capítulo, denominado
“encontros e desencontros”, o fato mais latente era a situação de dominação da
raça “inferior” (não brancos), obrigando-os a realização de trabalhos pesado e
trancafiados como animais após o exercício da função. Isso aconteceu em virtude
das diversas miscigenações étnicas, que deram origem ao povo conhecido como “brasileiro”.
Este não possui origens bem definidas ou únicas, dadas as diferentes raças que
aqui estiveram.
Outro ponto abordado
foi como relacionar esses fatos (descobrimento, colonização, escravização e
miscigenação) com o foco da disciplina capoeira, sua origem, seus ensinamentos
e diversidade cultural. Assim, foram levantados alguns tópicos a serem
discutidos, entre eles o denominado pelo documentário de “primeiro ato”, onde
os personagens são os portugueses e os índios. Nele os índios homens foram
“condenados” ao trabalho de desmatamento do Pau Brasil que era simbolicamente
trocado por objetos (espelhos e miçangas), e as mulheres fadadas a realizarem
os desejos sexuais dos senhores dando origem a filhos “de ninguém”,
considerados os “Zés ninguém” (colocado pela Alyne). Sem raças determinadas
eram levados a catequese, esta reunia crianças com diferentes origens e
línguas, forçando-as a se comunicarem, fragilizando sua cultura, mas também
dando origem a outras culturas com características e aspectos diferentes (como
colocado pelo Jorge).
No “segundo ato”, a
troca do Pau Brasil já não existe e sim o escravismo, a escravização de um povo
que outrora vivia em uma situação pacífica (como coloca o Tiago), os homens
escravizados, realizando trabalhos braçais e sem liberdade, as mulheres agora
eram apenas objetos para consumo, estupro, violentadas sexualmente, serviçais para
a produção de mão de obra e outras reprodutoras.
Assim começa a opressão
totalmente explícita, origina-se o desejo de liberdade de expressão, do corpo e
da alma. Talvez a partir deste ponto, com as fugas e a necessidade de
defender-se os, agora escravos, dão origens a uma luta, uma defesa corporal,
que possivelmente mais tarde veio a ser denominada de CAPOEIRA.
Relatório de aula 18 de abril de 2013
Relatório
de aula 18 de abril de 2013
Alexsandro
João de oliveira
Nesta data a aula iniciou como todas
as outras, uma roda bem fechada e com os alunos unidos para que as energias da
roda fossem mantidas. Na mes ma roda foram iniciados os alongamentos, um aluno
apoiado no outro, todos como peça principal para manter o grupo. Acredito que é
fundamento da capoeira, a união para vencer as batalhas que surgem durante a
vida.
Nesta roda, durante o alongamento, o
professor Fabio fez algumas reflexões e apresentou a pauta da aula do dia, a
aula teria foco em trabalhos de pernas com movimentos giratórios. Em seguida
ele fez uma recapitulação dos movimento executados até o momento, estes eram:
esquiva alta, media, de angola e negativa, meia lua, armada, cabeçada, martelo,
meia lua de compasso etc. e deu um aviso, que ao final da aula seriam chamados
individualmente os alunos para uma conversa referente ao texto “o que é
capoeira” indicado pelo professor.
Nesta aula o intuito foi desenvolver
técnicas de movimentos giratórios de pernas. Porem Iniciou as atividades
recapitulando a esquiva baixa conhecida também como esquiva de angola. Executamos
diversas vezes ate os alunos conseguirem aprender o movimento. A partir de
então o professor deu inicio aos movimentos giratórios de pernas propriamente
ditos.
O movimento deveria ser executado
como se fosse dar uma meia lua frontal simples, porem, ao invés do pé passar a
frente em forma de meia lua ele apenas da apoio para o pé que vem de trás
executar o giro da armada. O movimento seguinte era progressão do mesmo
movimento só que desta vez, duplicado, a armada dupla. Executamos diversas
vezes o movimento para ambos os lados com o intuito de fixá-los. Em seguida o
grupo se organizou em duplas para executar o movimento aprendido, era necessária
uma pequena distancia de segurança, pois eles seriam executados
simultaneamente. Um aluno começava a armada e o outro executava em seguida,
ambos com movimentos duplos.
O movimento seguinte foi
desenvolvido em duplas diferentes das quais já haviam sido feitas. Um aluno
ficava com o braço estendido enquanto o outro executava a meia lua e em seguida
a armada ambos os movimentos acertando o pé na mão do companheiro simulando o
ataque. O movimento era feito alternando com o companheiro.
O
próximo movimento a ser executado foi a meia lua de compasso, nesta o individuo
coloca uma das pernas a frente apóia as duas mãos no chão, projeta o calcanhar
do pé que se encontra atrás contra o adversário, com a perna estendida. Isso é feito,
por exemplo, colocando-se a mão direita no chão, atrás do calcanhar esquerdo e
vice-versa. É da rotação do tronco que sairá a potência do golpe. Após o
movimento, o praticante retorna à posição inicial. Depois de executado o
movimento simples e individualmente a proposta foi desenvolver a meia lua de
compasso dupla, um de cada vez. O movimento era executado com uma pequena
variação, em quanto um aluno atacava com a meia lua de compasso o outro deveria
esquivar e já preparar para executar a meia lua em seguida. Este movimento
deveria ser repetido por duas vezes, sendo ao final quatro movimentos seguidos,
dois de cada aluno da dupla.
Ao
final da aula, como havia mencionado o professor, ele foi chamando um aluno por
vez para uma conversa sobre o texto já mencionado acima. Em quanto os alunos
eram chamados, o monitor assumiu a turma desenvolvendo alguns golpes. Iniciamos
a atividade com a armada seguida de Aú e finalizando a aula se trabalhou a
seqüência rabo de arraia com Aú.
O
rabo de arraia é uma técnica muito semelhante a meia lua de compasso, porém não
se utiliza as duas mão no chão. No giro a perna é projetada em direção ao
oponente, a intenção é acertar com os calcanhares no adversário. Pode ser
aplicado com uma das mãos no solo ou não. O Aú é um movimento onde se permite a
aproximação ou afastamento do adversário, Consiste em colocar as mãos no chão e
depois os pés para o alto, e terminá-lo em pé, uma espécie de estrela, nos
movimentos simultâneos foram utilizados o rabo de arraia seguido do Aú.
Ao
final sentamos em roda e como de costuma, nas aulas do professor Bagé,
conversamos sobre a aula do dia, dificuldades e aprendizados para a vida.
Relatório aula de capoeira de 04/04/2013:
Relatório
aula de capoeira de 04/04/2013:
Stéphane
Mourot
A aula foi uma aula/oficina ministra pela professora Jô
Capoeira (Grupo Palmares), que pratica capoeira a mais de 20 anos. Ela ensina
capoeira nas escolas, para crianças. Seu blog registra sua trajetória na
capoeira e fala muito sobre suas emoções e percepções de ser uma capoeirista da
ilha. Endereco: http://jocapoeira.wordpress.com
A aula começou com aquecimentos em roda. Enquanto fazia os
aquecimentos a professora fazia perguntas à turma sobre a capoeira. A maioria
falou que nunca fez capoeira antes dessa disciplina.
Depois deste
aquecimento, a gente fez 2 brincadeiras:
A
primeira foi uma adaptação da brincadeira “gato e rato”. A professora
transformou essa brincadeira em “escravo e capitão do mato”. O principio é de
formar uma roda, e escolher um escravo e o capitão do mato. Este sai da sala
para que os outros escolham um numero, que é a hora que o escravo “sai de casa”. O Capitão do
Mato entra na sala, enquanto a grande roda esta se movimentando.
Capitão do Mato:
- “ESCRAVO ESTÁ NA SENZALA?”
Todos: - “NÃO”
Capitão do Mato: “QUE
HORAS ELE CHEGA?”
Todos: “NÃO SEI”.
Capitão do Mato:
(começa a falar as horas, até acertar)
Quando o Capitão do
Mato acerta a hora, o escravo tem que sair do meio da roda e o Capitão do Mato
corre atrás dele até pegá-lo.
O objetivo dessa
brincadeira é o fazer com que os alunos aprendam a história da capoeira e do Brasil
brincando.
A segunda brincadeira foi um jogo de pegador-corrente,
onde aquele que pega vai formando uma corrente com os colegas pegos. Mas aqui,
as pessoal deveria se movimentar apenas com os mãos e pés no chão. E uma forma
de descobrir outros modos de se movimentar, que o capoeirista pode utilizar (depois
de uma esquiva por exemplo, quando ele esta no chão)
Depois, a gente praticou movimentos e técnicas de capoeira.
Trabalhamos a negativa e golpes simples, como a meia-lua. O método era simples:
uma parte sozinho e, depois, uma parte 2 a 2. Aprendemos também a juntar os movimentos,
por exemple esquivar e dar um golpe depois.
A gente fez também um trabalho 2 a 2 sobre o Aú.
A parte seguinte da aula foi mais teórica. A professora
Jô apresentou os instrumentos que acompanham a roda. Esses instrumentos são:
-
O berimbau: e o instrumento que dirige a roda, ele define o inicio e o fim do
jogo, o ritmo e o modo de jogar. Normalmente, sempre tem 3 berimbaus na roda. Tem
3 tipos de berimbau: o berimbau grave (o berra-boi), o berimbau médio, e a
viola (som mais alto e agudo).
Aprendemos três toques : o tom alto, o tom baixo e o zumbido. A
disposição desses sons, faz o tipo do jogo. Por exemplo, para o jogo Angola, o
berimbau vai fazer: dois zumbidos, um tom baixo, e um tom alto.
O pandeiro:
O pandeiro acompanha o berimbau. Tem um ritmo básico, mas o tocador de pandeiro
é permitido executar floreios e viradas para enfeitar a música. Tem 2 pandeiros
na roda.
O atabaque:
E um instrumento de percussão, tocado com as mãos (pode ser também tocado com
baquetas) .
O agogô: Instrumento de percussão
também, faz um som metálico.
O reco-reco:
A professora ensinou
como tocar esses instrumentos, ela
explicou também como é fabricado o berimbau.
Depois, falamos sobre o ensino da capoeira com as crianças, porque a professora trabalha muito com as crianças. Ela disse que com os pequenos, a aula é bem livre, o objetivo é de ter um contato com a capoeira e seus princípios básicos. Com as crianças maiores (7-8 anos) a professora fala mais sobre a disciplina da roda, como não deixar o espaço vazio, apenas dois jogando, esperar que o mestre lhe chame antes de jogar etc...
Depois, falamos sobre o ensino da capoeira com as crianças, porque a professora trabalha muito com as crianças. Ela disse que com os pequenos, a aula é bem livre, o objetivo é de ter um contato com a capoeira e seus princípios básicos. Com as crianças maiores (7-8 anos) a professora fala mais sobre a disciplina da roda, como não deixar o espaço vazio, apenas dois jogando, esperar que o mestre lhe chame antes de jogar etc...
Para terminar a aula,
fizemos uma roda, tocando os instrumentos e jogando. Foi a primeira vez que a
gente jogou, então foi um pouco emocionante. Um capoeirista que passou na sala fez
um jogo com o Bruno. O jogo muito espetacular, que deixou todo o mundo sem voz.
Acho que com essa primeira roda, todo o mundo descobriu de verdade o que era a energia da capoeira, porque foi um momento com uma energia especial, com a roda, a musica, o jogo, todo o conjunto.
Acho que com essa primeira roda, todo o mundo descobriu de verdade o que era a energia da capoeira, porque foi um momento com uma energia especial, com a roda, a musica, o jogo, todo o conjunto.
Assinar:
Postagens (Atom)







.jpg)

