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quarta-feira, 9 de outubro de 2013

RELATO DA AULA 24/10/2013 - FUNDAMENTOS DE RODA

RELATO DA AULA 24/10/2013

Acadêmico: Danilo Cristiano Bonora
Matrícula: 12103609




Na aula de hoje além de recapitular sobre os temas acrobacias na capoeira e fundamentos de roda, aprendidos nas últimas aulas. A aula de hoje foi praticamente uma revisão da aula do dia 03/09/2013.

A aula se deu em círculo onde o professor relembrava e praticava com os alunos os exercícios.

O Professor relembrou sobre a importância do Berimbau, sobre sua composição

“ O que é berimbau?  A cabaça um arame e um pedaço de pau ”

A cabaça = feita do Porongo - Fruto não comestível, caracterizado por seu tamanho grande, formado por uma casca grossa e com sementes por dentro, sem polpa. Utilizado para confecção de cuias de chimarrão, berimbau (concha acústica), ou mesmo para fazer casas de passarinhos.

O Arame = No intrumento se transforma em corda Geralmente a corda é extraída do pneu de carro.

O pedaço de Pau = geralmente, feito de biriba, uma madeira que está quase em extinção. O nome da árvore já nos remete ao som de uma instrumento já popular no Brasil: o berimbau. É da Biriba que se faz o melhor berimbau, dizem os percussionistas e artesãos especializados no instrumento. Encontrada sobretudo na Bahia, a Biribá, o berimbau e sua história estão diretamente relacionados a capoeira, essa mistura de luta e dança tão praticada no Brasil. Biribá vem do tupi e significa: “Fruto da arvore da casca de fazer tiras”. Também chamada de Araticum do Amazonas. No sul pode ser feito com outras arvores como o Rabo de Macaco ou Cumbatá.


Recapitulamos os tipos de toques :
Os diferentes ritmos utilizados na capoeira, como tocados no berimbau, são conhecidos como toques. Estes são alguns dos toques mais utilizados:
·         São Bento Pequeno -
·         São Bento Grande
·         São Bento Grande de Bimba
·         Iúna
·         Cavalaria
·         Santa Mariahttp://www.youtube.com/watch?v=f1q5Fhg-Pjg
·         Banguela
·         Idalina
        

O Toque de Angola assim como o toque de São Bento Pequeno Durante uma roda de capoeira o toque de Angola normalmente é executado com poucas variações pelo berimbau Gunga (ou berra-boi), enquanto o berimbau Médio executa o São bento pequeno e o berimbau Viola segue o Berra boi com um toque são bento grande o mais variado e criativo. O toque comanda um jogo mais lento e estratégico, onde o maior objetivo do capoeirista é enganar o adversário para poder lançar um contra-ataque. O jogo de angola é estratégico e malandro que sem medo no jogo pode até machucar o adversário. O toque Angola é caracterizado pela seguinte sequencia de toques e batidas no berimbau: Duas batidas chiadas ou semi presas, uma batida solta e uma batida presa. Caracterizando txi txi, don, tin.


O Toque de São Bento Pequeno é um toque intermediario entre o toque de Angola e o Toque de São Bento Grande.
Cadenciado e lento (mas pode ser rápido), ele é executado com duas batidas apenas com o apoio do dobrão sobre o aço, seguida rapidamente de uma terceira batida marcada pelo dobrão, uma batida no aço solto e um balanço do caxixi. O toque São Bento pequeno  é caracterizado pela seguinte sequencia de toques e batidas no berimbau: Duas batidas chiadas ou semi presas, uma batida presa e uma batida solta. Caracterizando txi txi, tin, don.

O Toque de São Bento Grande é muito importante, pois acompanha qualquer tipo de jogo, além de ser ideal para o acompanhamento dos toques corrido. É um toque utilizado no jogo de Angola, é tocado com o berimbau viola e fazendo repiques. Há grupos de capoeira que usam o toque São Bento Grande de Angola para jogar a um jogo rapido e de floreios. São Bento Grande de Angola seria o mesmo que a capoeiragem do tempo dos escravos, apenas assim denominada e talvez com algumas modificações. O toque São Bento Grande de Angola é caracterizado pela seguinte sequencia de toques e batidas no berimbau: Duas batidas chiadas ou semi presas, uma batida presa e duas batidas soltas. Caracterizando txi txi, tin, don don.


O professor comparou o Berimbau com um Vinho, se tratado com cuidado  tanto na montagem e desmontagem quanto tocando, o mesmo proporcionará um belo acorde, o mesmo acontece com o vinho se guardado e cuidado com cuidado proporcionará um belo sabor.


Geralmente a roda é formada pelos seguintes instrumentos


3 berimbaus
2 pandeiros
1 agogo
1 reco-reco
1 atabaque

Na aula também tivemos a participação da Profª DANUZA MENEGHELLO é professora de capoeira do grupo palmares e professora de Geografia do Colégio de aplicação.
Ela contou um pouco da introdução da capoeira no curso e sobre a cultura de resistência (capoeira). Que iniciou como uma disciplina optativa e eventualmente EFC  e com muita luta, se tornou uma disciplina e que até hoje tem gente querendo tirá-la do currículo ou até da universidade.

Fizemos nossa primeira Roda de capoeira, unindo os instrumentos com as gingas, foi bem bacana.

O professor nos ensinou como devemos entrar na roda:

Entrar na roda e permanecemos agachado até o termino da ladainha e louvação, depois do mestre liberar o inicio do jogo o capoeirista se benze pedindo proteção, cumprimentando o oponente e iniciando o jogo sempre com muito cuidado para não levar um golpe "de bobeira".

O professor nos ensinou sobre os tipos de chamada de angola, fundamento da chamada compõe  a teatralidade presente na roda de capoeira.

As chamadas


Durante o jogo podem ocorrer as chamadas, movimentos que servem para testar ou provocar o oponente com quem está jogando. Quando se faz uma chamada ambos devem ter o máximo de cuidado, pois a chamada é uma armadilha onde se visa surpreender. Os Mestres mais experientes fazem chamadas como forma de distrair o companheiro e atingi-lo de surpresa. Há vários tipos de chamada: de frente, de costas, sapinho e outras. Se o parceiro não quiser responder a chamada ele deve ir até o pé do berimbau e chamar o seu camarada para uma nova saída.


Outro tema introduzido como fundamento de roda, foi a compra de jogo. Comprar o jogo na capoeira angola não é muito comum, isto é, deve-se esperar que os dois jogadores saiam da roda para que outros dois comecem um novo jogo, mas este fundamento varia de grupo a grupo.




segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Relato de aula 26 de setembro

Por  Mayara Luiza da Silva

RELATÓRIO DE AULA

            Na quinta-feira do dia 26 de setembro de 2013, a aula de capoeira foi ministrada por um aluno intercambista do curso de licenciatura, Arestides Joaquim Macamo, natural de Moçambique. Ele explicou que o professor Fabio estava muito doente naquele dia e, por tal motivo, pediu para que ele fosse ministrar a aula.
            Arestides então comentou que iria ministrar uma aula dando continuidade ao tema acrobacias, o qual viemos vivenciando nas ultimas aulas. Deu inicio então a aula com uma longa série de aquecimento e alongamento. No aquecimento, iniciou comandando um trote pelo ginásio de alumínio em circulo, e foi aumentando a velocidade gradativamente. No decorrer dessa “corridinha”, ele ia dando comandos, como troca de direção do sentido horário para o anti-horário, e vice-versa. Comandou também corridas laterais, com as mesmas trocas de direções.
            Terminando essa etapa da aula, paramos permanecendo em roda, ele comandou uma série de alongamentos/aquecimentos das articulações, focando nas falanges, ombros, punhos, e encerrando com o alongamento dos membros inferiores.
            Iniciando o desenvolvimento, parte principal, da aula, a primeira atividade foi em relação ao “AU”, todos deveriam ir de uma extremidade a outra do ginásio, fazendo o AU mais baixo com as pernas quase tocando o chão, o AU mais intermediário, e o AU alto, com as pernas bem elevadas. Como segunda atividade, mas ainda na acrobacia AU, todos deveriam experimentar fazer o AU utilizando apenas uma das mãos como base de apoio, alternando a mão de apoio.

            Outra atividade, dessa vez realizada em trios, foi a parada de mão em dois apoios, onde um deveria realizar a parada de mão e os outros dois se posicionarem nas laterais dele afim de auxilia-lo na realização correta da acrobacia, deixando o tronco reto como se estivesse em pé. O trio ia se revezando para que todos experimentassem o exercício e fossem corrigidos se necessário.
            Arestides também passou exercícios de iniciação a acrobacia Macaquinho, duas ou três atividades relacionadas a ela. Algumas em duplas, afim de um auxiliar o outro (onde um da dupla deveria deitar em decúbito dorsal no chão e fazer uma “ponte” com o corpo) e outras individuais, as quais não consigo descrever tecnicamente aqui.
            Já caminhando para o termino da aula, pediu que fizéssemos jogos em duplas, primeiramente permitiu que as duplas se distribuíssem a vontade pelo espaço do ginásio, e gradativamente, sem que os alunos percebessem, foi fazendo com que todas as duplas jogassem na metade do espaço do ginásio, até que todos estivessem jogando no espaço referente à ¼ do ginásio. O que fez com que os alunos não só prestassem atenção no seu jogo, mas também nos jogos ao seu redor, para que não ocorresse nenhum tipo de acidente.

            Finalizando então a aula, todos no centro do ginásio em roda, e ali realizamos algumas atividades com o principio de utilizarmo-nos da malandragem, algo muito presente na capoeira. A primeira, ainda em pé, era o Mata mosquito. Uma pessoa flexionava o tronco à frente e as duas pessoas posicionadas a sua direita e esquerda deveriam matar o mosquito, e assim sucessivamente em sentido anti-horário. A outra atividade foi do “Xá xé xi xo xu”, agora sentados no chão. Em sentido anti-horário, deveríamos falar XÁ e a pessoa do nosso lado direito falar XÀ também. Quando alguém falasse XAXÁ ao invés de XÁ, o sentido deveria mudar de anti-horário para horário. Caso alguém errasse o sentido da repetição, ao invés de falar Xá na sua vez falaria Xé, e assim progressivamente até alguém chegar a ser Xu.

A ultima atividade da noite foi muito divertida também. Ainda utilizando dessa formação e iniciando no sentido anti-horário por uma pessoa da roda, deveríamos falar para a direita a frase “o que?” e para a esquerda “capoeira!”. Então, ou o sentido da roda caminhava para a direita com a frase “o que?” ou o sentido caminhava para a esquerda com a frase “capoeira!”, alternando várias vezes o sentido da roda e causando confusão!

sábado, 28 de setembro de 2013

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

RELATO DE AULA 03 DE SETEMBRO DE 2013

RELATO DE AULA 03 DE SETEMBRO DE 2013


Acadêmica: Sara Prado Viñayo

Começamos a aula repassando os exercícios do dia anterior tentando recordá-los entre todos: armada, meia lua...

Tivemos hoje, nossa primeira aula sobre a RODA DE CAPOEIRA e seus fundamentos.

 O professor falou-nos da importância da roda, de seu significado, da posição que adotavam os Mestres na mesma e da importância de manter uma energia positiva.

A roda está composta por um círculo onde se reúnem os capoeiristas.  Ela transmite um ambiente que pode existir entre os diferentes participantes.

 O Berimbau toca os primeiros ritmos que são acompanhados pelos agradáveis cânticos dos capoeiristas que transmite um ar da magia da arte.

Os movimentos mostrados não são totalmente realizados à sorte, e cada Capoeirista sabe respeitar perfeitamente as sequências que conhece. Na roda de Capoeira tudo é comunicativo seja pergunta ou resposta.

Os instrumentos marcam um ritmo de base ou jogo, umas vezes mais lento e outras mais rápido, veloz e acelerado assim o jogo com os cantores vai motivar e influenciar diretamente aos lutadores/jogadores.


A seguir o professor apresentou os instrumentos e deixou que os alunos experimentassem os toques ensinados.

·         BERIMBAU:
A orquestra completa de uma roda de capoeira Angola está composta por três berimbaus, dois pandeiros, um atabaque, um agogô e um reco-reco. Estes instrumentos são os responsáveis pela marcação constante do ritmo, e acima destes, está o berimbau que é o que comanda a roda. No caso de tocar com os três berimbaus, aquele que possui o som mais grave é chamado de Berra-Boi. Geralmente, é tocado pelo capoeirista mais antigo ou por aquele que está comandando a roda. Este berimbau determina o ritmo da roda e a maneira em que devem ser desenvolvidos os jogos. O berimbau de som intermédio, chamado Médio, é o responsável por marcar o ritmo da orquestra, realizando poucas variações em seu toque. A Violinha, que tem a cabaça menor e o som mais agudo, só dobra, isto é, varia constantemente seu toque. O berimbau é também conhecido com o nome de Gunga (antigamente), rucumbo, urucungo, uricungo, gobo, marimbau, viola de arame, etc. A cabaça funciona como caixa de ressonância do instrumento.
A madeira mais usada na confecção do instrumento é a biriba, mas podemos encontrar berimbaus feitos de bambu, rabo de macaco, cumbatá ou outros tipos de madeiras resistentes. Originalmente, a corda usada no berimbau era feita de cipó (videira) ou lã, mais recentemente o aço é retirado do pneu de um carro. A partir de 1920-1930, o arame começou a ser usado.
Suas origens remontam o tiro com arco dos índios do Brasil. Porém, a história oral diz que este instrumento era utilizado para estabelecer uma conexão entre os humanos e o mundo dos espíritos. Normalmente o capoeirista fabrica o seu próprio berimbau e ele mesmo o cuida muito com carinho.

A batida na corda pode provocar um som aberto, fechado ou chiado.
Chi - chiado
Tin - fechado
Don - aberto
As melodias dos diferentes tamanhos de berimbau são:
-          Chichi ton tin (Angola)
-          Chichi tin ton (são bento pequeno)
-          Chichi tín ton ton (são bento grande)
A roda inicia-se com uma ladainha (1ªmusica) depois louvação (2ªmúsica).
Os capoeiristas esperam o término da louvação para iniciar o jogo.

·         CAXIXI
É uma pequena cesta de palha trançada, com o fundo fechado por um pedaço de cabaça e que tem em seu interior sementes secas (Lágrimas-de- Nossa- Senhora, sementes de bananeira- do- mato, etc), conchas ou pedras pequenas, mandingas, proteções. A mão direita que segura a vareta entre o polegar e o indicador, segura também o Caxixi, com o médio e o anular, Desta maneira, cada pancada da vareta sobre a corda é acompanhada pelo som seco e vegetal do Caxixi.

·         DOBRÃO
É uma moeda antiga de cobre que é usada para modificar a nota tocada no Berimbau. Pode ser usado uma pedra no lugar da moeda.

·         BAQUETA
É uma vareta de madeira (de biriba, preferencialmente), que completa o instrumento.

        PANDEIRO
Instrumento de percussão. Aro de madeira com uma pele esticada, que pode ser de couro ou material sintético e que é tocado batendo com a mão. Sua história está relacionada sobretudo ao mediterrâneo.

       


       AGOGÔ
Instrumento formado por dois pequenos sinos de ferro, que se tocam com um pedaço de metal, produzindo dois sons, um na cada sino. Foi introduzido, no Brasil, pelos africanos. O termo agogô pertence à língua nagô e significa sino. Também o há de madeira com diferentes formas e tamanhos, nós vimos dois tipos deles na aula. Também conhecido com Gã.

       





  RECO-RECO

Instrumento de percussão de bambu com sulcos transversais e que se faz soar passando por estes uma vareta de madeira ou de metal produzindo um som intermitente.

RELATO DE AULA 29 DE AGOSTO DE 2013

Relatório da aula de capoeira: 
dia 29 de agosto

Aluno: Rafael Esteves


            A aula do dia 29 de agosto de 2013, teve inicio com a apresentação de uma nova aluna estrangeira da argentina chamada Brenda. Relembramos alguns movimentos da aula passada como o AU, Martelo, Benção e Parada de mão em 2 e 3 apoios.

            O aquecimento da aula foi realizada com corridas pela sala, iniciando individualmente e ao fim da corrida era realizada em grupo. Foram realizados os 15 alongamentos 5 para os membros superiores, 5 para a região do tronco e 5 para os membros inferiores. Os alongamentos trabalharam especialmente com as articulações, pois a aula enfatizaria movimentos que exigiam rotações.  A aula proposta pelo professor era de golpes giratórios.


            O professor ensinou a turma os movimento de golpes giratórios como a Meia Lua de Compasso, meia lua solta, meia lua solta com uma mão no chão e armada. A turma ao final da aula conseguiu reproduzir os movimentos de forma bastante eficiente. Um dos exercícios partia da cocorinha onde realizamos uma meia lua de compasso alternando os lados, outro exercício partia de uma posição de quatro apoios em que o aluno em decúbito ventral tinha eu fazer uma rotação de tronco para realizar um golpe giratório.  A aula espelho do professor serviu para orientar melhor os alunos que apresentavam algumas dificuldades ao realizar o movimento, os golpes giratórios partiam da ginga. Após a aula espelho com o professor os alunos dois a dois tinha que realizar qualquer golpe giratório e o colega tinha que realizar uma esquiva para que o golpe não o pegasse.


            Ao final da aula, em duplas, sendo uma dupla por vez, tinham que se deslocar lateralmente, cada aluno realizava o golpe Meia Lua de Compasso enquanto o colega realizava a esquiva e vice-versa após os dois alunos realizavam o movimento tinham que fazer o AU e repetir o golpe giratório até chegarem ao fim da sala. O professor fez correções para os alunos como a de tentar realizar o AU com as pernas estendidas e tentar realizar o golpe mais próximo do adversário.  


Após este exercício foi realizado um exercício em duplas em que os participantes iriam jogar capoeira priorizando os golpes giratórios como a Meia Lua de Compasso e a Armada. A aula teve objetivo de apresentar os golpes giratórios da capoeira. O repertório de movimentação dos alunos aumentou e as próximas rodas  podem ser mais emocionantes.


No final da aula ocorreu a avaliação da aula, a aula teve elogios em relação a sua pratica. Uma aluna relatou a dificuldade em realizar os movimentos giratórios quando prática da posição  de quatro apoios, o professor responde que ao decorrer das próximas aulas o movimento vai ser aprendido, lentamente, com a pratica.

RELATO DE AULA 22 DE AGOSTO DE 2013

Relatório de Aula – Dia 22/08/2013 – Augusto Mondardo Castillo

A aula teve início por volta das 18hs30min no ginásio de alumínio e como de costume iniciamos em círculo, em uma roda fechada, respeitando o mesmo princípio utilizado nas rodas de capoeira. O grupo realizou uma atividade de descontração onde diversos estímulos de toque foram transmitidos sempre ao colega do lado. Inicialmente, pelo professor e logo de maneira livre entre os alunos, cada aluno que recebesse o estímulo deveria repassá-lo ao colega do lado e assim por diante. Em seguida, aproveitando a formação em roda, o aluno Thiago Kahl leu em voz alta a letra da música “O Mundo é Professor” do Mestre Pinóquio, pesquisa da qual havia sido solicitada pelo professor Fábio na aula anterior. Posteriormente a leitura da música, houve uma breve discussão sobre a mesma, onde o professor comentou alguns aspectos históricos e políticos relacionados à Capoeira.

O Mundo é Professor (Mestre Pinóquio)
O Mundo é Professor
O Mundo é Professor
Pra quem não foi na escola
Pra quem não teve instrutor

O negro lutou tanto, para ter o seu valor
No sistema covarde, vil e opressor
No sistema covarde, vil e opressor
Capoeira de outrora, o seu sangue derramou
Enfrentando o sistema, encarando o feitor

Mas nada mudou, escravidão não acabou
Não podendo nos matar, tentar desorganizar
Falsas oportunidades, prá nos fazer calar
Adotando a Capoeira, para nos manipular

CREF e CONFEF, que se ponham em seu lugar
Na roda de Capoeira, deixe quem sabe ensinar
Se vocês não nos ajudam, não venham nos atrapalhar

Diante de tudo isso, eu não posso me calar
É muito desrespeito com a cultura popular
Tem que ter os velhos mestres carteira pra ensinar.

Camará

Quem me vendeu
Iê, quem me vendeu, camará
Iê, quem me compra
Iê, quem me compra, camará
Iê, na falsidade
Iê, na falsidade, camará


Para dar início a parte principal da aula, realizou-se uma atividade de aquecimento onde a turma foi dividida em duplas e cada dupla deveria propor um exercício de alongamento auxiliado, que seria imitado pelos demais colegas. Após o alongamento e com a turma já aquecida, o professor Fábio introduziu novas técnicas defensivas e ofensivas da capoeira, tais como a “negativa de angola”, a bênção, a bicuda e o martelo. A partir da movimentação da ginga, cada aluno praticou as técnicas de maneira repetida e individual em formação de roda. 


O professor observou cada aluno e fez as devidas correções, levando em conta posicionamento da guarda, postura e velocidade dos movimentos. Juntamente com a correta execução da técnica, também foi reforçado pelo professor o princípio do olhar sempre no adversário/oponente. Nunca perdê-lo do campo de visão para não ser surpreendido. Isso que foi praticado na atividade seguinte, com a turma dividida em duplas, onde frente-a-frente os componentes deveriam alternar manobras de ataque e esquiva.


Todas as técnicas foram ainda mais reforçadas com a realização de movimentos combinados propostos pelo professor Fábio, que deveriam ser imitados pela turma a partir da movimentação de gingado.

No final desta etapa realizou-se uma atividade bem próxima da realidade do jogo, onde os alunos em pares deveriam gingar frente-a-frente, realizar as técnicas aprendidas até então e tentar atingir pontos vulneráveis na guarda do adversário: no meio (barriga), em cima (cabeça) e embaixo (pés). Assim como nas atividades anteriores, a duplas foram sendo trocadas. 

Na etapa final foram realizados exercícios básicos de acrobacias. Primeiramente os alunos se movimentaram de um lado para o outro da sala executando pequenas tentativas de se manter por alguns segundos em parada de mão. Logo em seguida, respeitando a mesma dinâmica, os alunos deveriam tentar executar o movimento da estrela (Aú simples), primeiro individualmente e logo em duplas e frente-a-frente. Por fim, ainda em duplas, foi praticado o movimento da cabeçada.


A aula foi fisicamente intensa e como principais pontos de avaliação, foi colocada a influência do posicionamento dos braços para manutenção do equilíbrio durante os golpes, como fator interferente no aprendizado. Além disso, foi comentada a proximidade com a realidade do jogo, vivenciada em uma das atividades, bem como a dificuldade de lidar com a posição de ponta cabeça durante a realização do “Aú simples”, fato que, de acordo com o professor, se aplica também a uma ideia básica da capoeira, para a qual o sujeito pode visualizar o mundo de uma maneira distinta, em outras perspectivas, como de "ponta cabeça".  

terça-feira, 3 de setembro de 2013

IV SEMINÁRIO EDUCAÇÃO DOS CORPOS, CULTURAS, HISTÓRIA


Caros/as, nossas aulas semana próxima serão suspensas para participação no evento do NEPECES: IV SEMINÁRIO EDUCAÇÃO DOS CORPOS, CULTURAS, HISTÓRIA 

Será um evento importante, de formação e que nos ajuda a refletir sobre aspectos da cultura que incidem sobre a educação do corpo, e que podem ter relação com o ensino da capoeira.

Organizem-se para participar das atividades, provavelmente teremos leituras que acompanham os debates.
abraço,
 
Prof. Dr. Fábio Machado Pinto.
Professor do Departamento de Metodologia de Ensino - CED / UFSC. 
Núcleo de Estudos e Pesquisas Educação e Sociedade Contemporânea. 
fone: 048-9108.0461 ou 3721.9243 (MEN/CED/UFSC)

Cartaz para divulgação.




Trata-se de evento científico e formativo que pretende discutir a relação entre educação dos corpos, culturas, história, com um olhar na universalidade do tema e outro na especificidade de Santa Catarina. Contamos com a presença de pesquisadores de renome: Detlev Claussen (Leibiniz Universität Hannover, Alemanha), Jordi Maiso (Espanha), Stefan Klein (UNB), Emiliano Gambarotta (Universidad Nacional de La Plata, Argentina), Raumar Rodriguez Giménez (Universidad de La República, Uruguai), Franciele Bete Petry e Jaison José Bassani (UFSC), Christian Muleka Mwewa (UNISUL), Jaison José Bassani (UFSC), Alexandre Fernandez Vaz (UFSC, bolsista PQ CNPq).



PROGRAMAÇÃO


10.09.2013
18:30 horas: Abertura dos trabalhos
18:45 horas: Conferência: Detlev Claussen Teoria Crítica da Sociedade em tempos de globalização (Coordenação e debate: Alexandre Fernandez Vaz)

11.09.2013
9:00 horas: Conferência: Stefan Klein: Teoria crítica e diálogos periféricos (Coordenação e debate: Franciele Bete Petry)
18:30 horas: Conferência: Emiliano Gambarotta: Teoria Crítica - tradição e atualidade  (Coordenação e debate: Jaison José Bassani)

12.09.2013
9:00 horas: Conferência: Raumar Rodríguez: Lugares do Corpo, da Crítica e da Educação hoje (Coordenação e debate: Fábio Machado Pinto)
18:30: Conferência: Jordi Maiso: Ainda é possível uma crítica imanente da sociedade? (Coordenação e debate: Christian Muleka Mwewa)

13.09.2013
9:00 horas: Conferência: Lógicas da sociedade, lógicas do esporte: futebol como exemplo – Detlev Claussen (Coordenação e debate: Michelle Carreirão Gonçalves)

Promoção: Núcleo de Estudos e Pesquisas Educação e Sociedade Contemporânea
Co-promoção:
FAPESC (Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica de Santa Catarina)
Local: Centro de Desportos da Universidade Federal de Santa Catarina


O Seminário é aberto e gratuito. As inscrições poderão ser feitas no início da atividade ou no link que será disponibilizado posteriormente. Os participantes com freqüência suficiente receberão certificado emitidos pela UFSC.

FAÇA A SUA INSCRIÇÃO



Mais informações podem ser obtidas em  http://nucleodeestudosepesquisas.blogspot.com/