CAMARADAS,
Abaixo segue um exemplo de como se portar no batismo, quando do jogo com
um mestre. O Jogo tem começo, meio e fim, existe um dialogo entre os
dois jogadores onde mestre ensina e conduz o jogo. Chamada de angola e
outras perguntas são feitas pelo mestre e respondida pelo aluno
iniciante. Forte abraço,
Prof. Fábio.
http://www.youtube.com/watch?v=qJK3DrVlnaA&feature=em-uploademail
Blog iniciado em março de 2012, destinado aos estudantes da disciplina Teoria e Metodologia da capoeira da UFSC. Serve como registro da memória das aulas, oficinas e atividades do curso. Realizada sobretudo pelos estudantes e professores.
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quinta-feira, 14 de junho de 2012
segunda-feira, 4 de junho de 2012
RELATO DE DÉCIMA SEMANA DE AULA - MESTRE PINOQUIO
Relato
da OFICINA CAPOEIRA - dia 15 e 17 de
maio.
MINISTRADA POR: MESTRE
PINÓQUIO. (Grupo Quilombola)
Auxiliar: professora Danuza. (Grupo Palmares)
Mestre Pinoquio
nasceu em Florianopolis e começou a praticar capoeira em 1977, com
Mestre Pop, no Educandário 25 de Novembro. Permanece ligado porem fundou
sua própria escola, sob nome de Quilombola Capoeira Angola.
"A capoeira que é uma crítica ao sistema escravista, infelizmente estão transformando-a em um produto do próprio sistema" http://www.associacaoquilombola.org.br/site/?q=node/5
Por: Aitor Cotelo Fernández
A aula começou com um trabalho de movimentação
para o aquecimento com a ginga onde se introduziram diferentes movimentos de acrobacia. O primeiro deles foi o "Macaquinho",
que consistente em dar uma
cambalhota para trás. Parte-se de uma posição agachada e colocando a mão de
apoio perto do corpo impulsiona-se o corpo, olhando para o chão e colocando as
duas mãos no chão. Trata-se de uma acrobacia, um movimento de plasticidade, mas
que permite sair de uma situação difícil para se posicionar em outro canto da
roda. O seguinte movimento que se trabalhou foi o "Aú" (estrelinha)
e logo a "ponte", com que a gente começou a trabalhar o "mortal"
atrás, usando a cabeça como apoio. Na segunda parte da sessão, trabalhamos a
parada de mãos usando um colchão. O exercício era avançar até o colchão,
realizar a parada de mãos e deixar-se cair no colchão. O seguinte exercício foi
realizar a parada de mãos, mais agora acabando em ponte sem tocar com as costas
no colchão. O último exercício foi realizar um mortal cara atrás com ajuda do
mestre. Este foi um trabalho bem legal ao ser individualizado pelo fato de
poder corrigir os erros de cada um. Numa outra atividade, a gente fez uma roda
onde o mestre realizou uma apresentação da bateria na capoeira (anexo vídeo).
Logo da apresentação repartiu os instrumentos para que cada um dos alunos e crianças
tivesse contato com eles e se familiarizara com o ritmo do toque. A bateria da
capoeira angola fica assim: três berimbaus
com seus três caxixis, dois pandeiros, um reco-reco, um atabaque e um agogô.
Toda a informação sobre o berimbau e os toques fica no relatório da terceira
aula da classe, muito bem exposto pela nossa companheira Liciara Bellina
Hoffmann. Logo a gente fez uma primeira roda com as crianças alunas da
professora Danuza e formando a bateria e o jogo para logo fazer outra roda só
dos alunos. A aula finalizou com um comentário do mestre respondendo as perguntas
que formulava a gente, onde a gente assistiu a uma reflexão do que é a
capoeira, já não como esporte mais sim como forma de vida e como filosofia
anti-sistema, e ouvimos a opinião dele sobre a diferença do mestre e do acadêmico,
da capoeira na rua e na academia; palavras bem legais para que o pessoal tenha
sempre presente no seu futuro como professor de educação física, professor de
capoeira ou como educador em geral.
A aula da quinta-feira, dia 17, começou com o comentário da professora Danuza para dividir
os grupos e os textos a trabalhar para a discussão que a gente terá no dia 24
de maio. O mestre Pinóquio ministra a aula e começa com um aquecimento de uns
30 minutos. Primeiro, mobilidade articular e alongamento de braços, punhos,
pescoço, quadril e joelhos. Logo a gente realizou alongamentos das pernas
combinando com abdominais superiores, laterais e lombares. Na segunda parte da sessão,
a gente trabalhou movimentação onde o mestre deu umas dicas sobre a ginga e o
uso dos braços para a proteção do rosto e trabalhamos a "rolê" e a
meia "lua de compasso". Logo passamos a jogar 2 a 2 com estes dois
últimos movimentos. O que ataca da uma meia lua compasso e o que defende
realiza uma esquiva com rolê (anexo vídeo dos movimentos realizados pelo Monitor
Dudú (Eduardo) e a professora Danuza). Na terceira parte da aula a gente
trabalha o Aú de lado a lado do ginásio em duplas, com a dica de observar sempre
o oponente. Depois a gente fez apoio de mãos também de lado a lado do ginásio. Na
última parte da aula, a gente realiza uma roda com o mestre tocando o berimbau
e a professora Danuza acompanhando com o pandeiro onde todos participamos do
jogo (anexo vídeo).
RELATO NA NONA SEMANA DE AULA - CONTRA-MESTRE ADÃO
Relato da aula do dia 10 de maio de 2012 -
Quinta-feira.
Relato da OFICINA MACULELE - dia 10 de maio - Quinta-feira
MINISTRADA POR: Contra-mestre
ADÃO. (Grupo Palmares)
Por: Nathalya Corrêa Stoianov
Contra-Mestre Adão iniciou-se
na capoeira em 1988. Era muito criança e as praticas eram a noite, por isso era
mais comum ele praticar na época do carnaval. Depois de alguns anos começou a
treinar capoeira no ginásio de alumínio da UFSC com Calunga. Já tinha um gosto
enorme pela “arte” e foi aumentando, passando de cordel até chegar a CONTRAMESTRE
(uma corda antes de se “formar” MESTRE).
Segundo Adão, Maculelê é uma manifestação cultural e teve sua origem em
Santo Amaro da Purificação – Bahia – BR. Sua origem é desconhecida. Porém, a
lenda desta dança possui várias versões, a “mais contada” é: “Maculelê” era um
escravo negro que teve uma doença de pele “não curável” e contagiosa que foi
expulso pelo seu senhor para não infectar os outros escravos. Ele foi acolhido
por uma tribo indígena que o curaram, porém não podia fazer todas as atividades
da tribo pois não era um índio. Certo dia, Maculelê ficou sozinho na aldeia,
pois a tribo tinha saído para caçar. Neste momento, uma tribo rival “invadiu” o
local e Maculelê, usando dois bastões, lutou sozinho contra a tribo rival e os venceu.
Desde então, ficou conhecido como o herói da tribo.” (verificar se foi Adão ou
foi a aluna que procurou esta lenda na internet)
Parte prática da aula: Adão
organizou um grande círculo, onde cada aluno tinha um bastão (grima) para cada
mão. Ele explicou como se deve segurar o bastão com uma distância média de “uma
mão” acima do final, para que não escape das mãos. Depois disso, começou a
passar uma série de “passos coreografados”. No final, pudemos realizar uma
apresentação. Esses passos foram trabalhados em sequência gradativa e com a
ajuda de um tambor para “marcar” bem a batida dos bastões. Segue abaixo os
passos, sendo eles, acumulativos: Passo nº 1 -
Bater os bastões, “cruzando-os” do lado direito, depois do lado
esquerdo; Passo nº 2 - Erguer o a perna direita, bater os bastões embaixo dela,
depois acima e a frente da cabeça do lado esquerdo; Passo nº 3 - Com a perna
esquerda para trás, com ela, dar um passo a frente e ao mesmo tempo bater os
bastões a frente e acima da cabeça, voltar a perna e bater novamente os bastões
(2x), na terceira vez, dar um “giro”, uma volta com 5 passos e batendo 5 vezes
os bastões (juntamente com as passadas);
Passo nº 4 - Bater os bastões de um lado, girar e bater do outro lado;
Atividade 1: 2 a 2 de frente um para o outro: Tomar cuidado para não bater os bastões
“de frente”, sempre cruzados, na diagonal; bater e segurar o braço,
“interromper” o movimento; ter um “balanço” do corpo, flexionar o joelho e ter
a rotação do tronco; Atividade 2: 2 a
2 realizar o passo nº 2, porém bater o seu bastão do lado direito no bastão
também do lado direito do colega; realizar o passo nº 3, porém bater seu bastão
do lado direito no bastão do lado direito do colega; alternar os lados “da
batida” dos bastões, uma do lado direito, outra do lado esquerdo; Atividade 3: 2 a 2, com o colega de
frente para outro, a um passo de distância para meu lado esquerdo. Cada um
bater seus bastões do lado direito, dar um giro para o lado esquerdo (ficar
frente a frente) e bater cada um com o seu bastão direito, fazer o mesmo
movimento para o outro lado, (completando “um ciclo” quando bate novamente seu
bastão com o do seu colega – frente a frente -), no final deste ciclo, trocar 5
batidas (alternando os lados dos bastões) com seu colega. Atividade 4: 2 a 2, novamente de frente um para o outro. Balançar o
corpo de um lado para o outro com os bastões “arrastando” no chão, SEM DESVIAR
o seu olhar com o do colega, ao sinal do professor, “trocar os lugares”, SEM DESVIAR OS OLHARES; Com
os bastões encostados no chão, girar o corpo (no ritmo da musica), quando
completar o giro bater os bastões acima e a frente da cabeça. Por fim, junta-se
todos os “passos”, cria-se uma coreografia com todos os alunos.
AVALIAÇÃO DA
TURMA
FAVOR COMENTAR ABAIXO:
RELATO DA NONA SEMANA DE AULA - PROFESSORA JÔ
Relato da OFICINA CAPOEIRA INFANTIL - dia 08 de maio - Terça-feira
MINISTRADA POR: PROFESSORA JÔ
CAPOEIRA. (Grupo Palmares)
Por: Nathalya Corrêa Stoianov
Na primeira parte da aula foi realizado
um circuito visando um aquecimento para as crianças, sendo este, dividido em 3
setores: Setor 1 – com materiais:
- 6 “caminhas elásticas” dispostas em “zig-zag” com um colchão no final. Atividade consistia em pular com os dois pés
juntos, passar por todas as “caminhas elásticas”, saltar e cair - de costas no
colchão; virando cambalhota; de barriga; virando cambalhota no ar; Alternando
os pés (um em cada “caminha”), na mesma sequência de saltos no final;
“caminhas” dispostas em linha reta, também na mesma sequência que a anterior. Setor 2 – Atividade: Espaço livre para
virar 3 estrelinhas seguidas. 3 estrelinhas para um lado, na próxima vez, 3
estrelinhas para o outro lado; Setor 3 –
Material: Trave (da ginástica artística) posicionada na horizontal e encostada
no chão; Atividade consistia em atravessar “caminhando” na trave, alternando os
pés; atravessar “caminhando” de costas na trave, alternando os pés.
Depois deste aquecimento tivemos a
primeira brincadeira: A “gato e rato” adaptado para a capoeira, ou seja, “escravo
e capitão do mato”. Começou, formando uma grande roda e escolhendo quem será o
capitão do mato e quem será o escravo. O capitão do mato sai da sala para que
os outros participantes combinem a “hora” em que o escravo “saiu de casa”. O
Capitão do Mato entra na sala, enquanto a grande roda esta se movimentando. Capitão
do Mato: - “ESCRAVO ESTÁ NA CENZALA?”
Todos: - “NÃO” Capitão do Mato: “QUE
HORAS ELE CHEGA?” Todos: “NÃO SEI”. Capitão do Mato: (começa a falar as horas,
até acertar) Quando o Capitão do Mato acerta a hora, o escravo tem que sair do
meio da roda e o Capitão do Mato corre atrás dele até pegá-lo. Quando o escravo
é pego, outras crianças passam a ser os personagens da brincadeira.
Na segunda brincadeira, todos os
alunos deveriam formar uma fila segurando com a mão na cintura do colega da
frente. Quando formada, saíram andando pela sala cantando: “EU SOU, EU SOU. EU SOU JACARÉ BOIÔ. (2X) SACODE
O RABO JACARÉ (2X) EU SOU JACARÉ BOIÔ” Na primeira parte da música, todos
andavam como se estivessem com calo no pé; Na segunda parte, andavam com o
“bum-bum” sacudindo.
Esta movimentação permitia treinar
os movimentos de Ginga; Esquiva (para ambos os lados); Meia lua (para ambos os
lados); Negativa e floreio; Resistência; e Tesoura no chão; Depois foram
realizados 2 a 2: Começando na ginga, um
aluno fazia a “tesoura” e o outro saia pelas costas do colega e fazia a “meia
lua”. (intercalar os movimentos e os lados) A Professora Jô com tambor na mão,
ensina a canção do “Caranguejo da Armação”, uma dança de origem açoriana da
Ilha de Santa Catarina. Consiste em abrir e fechar a o círculo ao som de uma
cantiga puxada por um dos componentes da roda: “Ai, ai, ai galho de manjericão
(bis). Deixa-me agora cantar. O caranguejo da Armação (bis). Caranguejo não é peixe, Caranguejo peixe é (bis) Caranguejo só é peixe,
Na enchente da maré (bis) A mulher do Caranguejo, É uma bela senhora (bis) Ela
não mora aqui, Mora na praia de fora (bis) Em cima daquele morro, Vai um tucano
avuando (bis) Com o bico vai escrevendo, Com a asa vai apagando (bis)” -
Em uma grande roda, houve a
discussão sobre “capoeira para crianças”: - pode-se passar em
brincadeiras/letras de músicas adaptadas; - conta histórias nas músicas, e de
uma forma “infantil”; - ter diferentes “tipos de aula” – atividade/brincadeiras
– para as diferentes idades; - de
1 a 3 anos, aula com mais emoção, afetiva, falar sempre na altura das crianças
(se abaixar), etc. - com 4 anos as crianças já tem um melhor entendimento,
podendo passar um pouco mais da “técnica” da capoeira, professor pode “cobrar”
mais a perfeição dos alunos;
Para encerrar a aula, a professora
Jô ensina outra música/dança em forma de roda, a “CIRANDA” – Criada em Recife,
passos ritmados pelos tambores que ficam com os tocadores no meio da roda,
estes, cantam as estrofes e as pessoas entoam o refrão. - “Achei bom bonito, meu amor brincar... Ciranda faceira vem cá
cirandeira... Vem me namorar (bis) Mandei
fazer uma casa de farinha... Tão maneirinha que o vento possa levar... Oi passa
sol, passa chuva oi passa vento... Só não passa o movimento pro cirandeiro a
rodar (bis) Oi cirandeiro, oi cirandeiro ó... A pedra do seu anel, brilha mais
que o sol (bis) Sábado à noite fui fazer uma novena... A maria Helena me deu
uma lanterna... Eu disse a ela meu coração palpitou... Se não fosse o meu amor,
te dava véu e capela (bis) Disse o careca passando a mão na cabeça... Se meus
cabelos crescessem não mandava corta não... Os cabeludos estão aí mandando
brasa... Dizendo a Luiz Gonzaga deixe meu nome de mão (bis) Oi cirandeiro, oi cirandeiro
ó... Lá no Recife um rapaz me perguntou... Se na ciranda que eu vou... Também
vão lindas morenas... Eu disse vão lindas morenas mulatas... Dessas que a morte
mata, e depois chora com pena... Eu tava na praia do Janga, dançando ciranda...
Do meu cirandar (ciranda) O mar estava tão belo, que um peixe amarelo... Me fez
navegar (bis) Não era peixe, não era, era Yemanjá, Rainha... Oi na ciranda no
meio do mar (bis)...
segunda-feira, 21 de maio de 2012
DIFERENÇAS ENTRE A CAPOEIRA ANGOLA E A REGIONAL
Galera, boa tarde!
Seguem abaixo dois vídeos retirados do Youtube, onde podemos notar claramente algumas diferenças entre a roda de Capoeira Angola e a roda de Capoeira Regional.
Para quem quiser se aprofundar um pouco, vale a pena fazer a associação com base nos apontamentos no texto de Alejandro Frigerio, que lemos há pouco tempo.
Grande abraço,
William
Seguem abaixo dois vídeos retirados do Youtube, onde podemos notar claramente algumas diferenças entre a roda de Capoeira Angola e a roda de Capoeira Regional.
Para quem quiser se aprofundar um pouco, vale a pena fazer a associação com base nos apontamentos no texto de Alejandro Frigerio, que lemos há pouco tempo.
Grande abraço,
William
terça-feira, 15 de maio de 2012
Confirmação do Mestre Pinóquio - 15/05
Conforme o cronograma a ser cumprido,
pré-estabelecido pelo Prof. Fábio,
teremos a presença do
Mestre Pinóquio em nossa aula
a ser ministrada no Ginásio
de Alumínio.
Mestre Pinoquio nasceu em Florianopolis e começou a praticar capoeira em 1977, com Mestre Pop, no Educandário 25 de Novembro. Permanece ligado porem fundou sua própria escola, sob nome de Quilombola Capoeira Angola.
Mais informações
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Capoeira Angola Palmares de Paris
Lúcia Querino nasceu em Salvador, Bahia, 15 de maio de 1955. Aprendeu Capoeira de Mestre Nô (Norival Moreira de Oliveira), a partir de 1971, na academia Orixás da Bahia , no bairro de Massaranduba, e foi a primeira estudante mulher do mestre.
Ela recebeu a corda Contra-Mestre de Mestre Nô em 1987. E ensinou capoeira em Salvador até 1992, depois em Santos, no Estado São Paulo e Paris desde 1996.
Mais informações
http://www.capoeira-palmares.fr
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