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terça-feira, 25 de junho de 2013


RELATÓRIO DE AULA 06/06/2013

Por ANDRÉ LUIZ BALDOINO


No dia 06 de junho de 2013 (quinta-feira), por volta de 18h30min começava nossa aula de capoeira, os alunos foram reunidos pelo profº Fabio que então informou que nosso encontro educacional seria ministrado no Centro Comunitário do Pantanal (CCPAN), localizado na Rua Deputado Antonio Edu Vieira, próximo a UFSC. Neste momento informou que participaríamos da aula do mestre Khorvão, nos juntando a seus alunos, que este encontro teria em sua essência interação entre os alunos do Curso de Educação Física da UFSC juntamente com o projeto realizado nesta comunidade, dando ênfase aos conhecimentos da capoeira e a forma que estes são transmitidos nos locais fora do contexto do CDS.
No CCPAN interagimos com as crianças que chegavam, até o momento que a sala foi liberada e o mestre foi logo organizando a roda juntamente com o profº Fabio. O mestre montou a orquestra com os instrumentos já familiarizados em nossas aulas como o Berimbau, Pandeiro, Agogô, Reco-Reco e Atabaque. Alguns alunos do curso com mais afinidades com os instrumentos ajudaram a compor a orquestra enquanto os demais batiam palmas e cantavam na roda canalizando as energias para a roda fomentando um bom jogo. Mestre Khorvão fez questão de frisar a importância de “entrar na sintonia da roda, cantar, bater palmas, e canalizar a energia da roda para o prosseguimento e bom andamento do jogo”.
Ocorreu uma interação muito rica durante a roda, as crianças jogavam com os alunos da Ed. Física promovendo uma troca de experiências muito importante para nossa formação. O próprio Mestre jogou com os alunos mostrando toda sua capacidade técnica bem como malandragem e ginga. O Mestre relatou que começou a praticar Capoeira com 11 anos e já viajou para alguns lugares do Brasil divulgando esta pratica.
Fomos interrompidos por membros da direção que iriam utilizar o espaço para uma reunião com a comunidade fato este que forçou o encerramento da aula.

Relato dos Pequenos
Conversei com Aluno Isac, tem oito anos, mora na Rua do Fogo no alto do morro do bairro Pantanal, esta há dois meses na capoeira. Perguntei por que estava praticando capoeira? Respondeu “porque é bom e ajuda a se defender”. Quis saber o que mais gostava no jogo, ele respondeu “Armada e Au”. Roger 12 anos mora na Rua do Campo (Corinthians), disse que "gosta e acha legal a capoeira porque pratica uma atividade diferente", o que mais gosta no jogo é a Ginga e o Au.

Foi muito bom participar deste momento fora do ambiente “sala de aula”, a troca de experiências com mestres e alunos enriquece nossa formação bem como nos conscientiza da importância de conhecer nossas raízes.


 

sábado, 8 de junho de 2013

Relato da aula do dia 04/06
Gabriel Nicolodelli da Silva
            A aula deu início com uma conversa inicial, junto com o alongamento; foi dado informe do estágio de vivência do MST, espaço de formação muito importante.
            Após, realizou-se um aquecimento 1 a 1, em ritmo leve apenas para aquecer o corpo, sentir as articulações. Os alunos trocaram 3 vezes de parceiros, importante para a interação entre os alunos e também uma vivencia maior na capoeira.
            Na atividade seguinte, novamente 1 a 1, um deveria apenas atacar e o outro só esquivar, invertendo após certo tempo. Em seguida o professor pediu para que os alunos fizessem um jogo mais agachado, mais próximo do chão.

            Então, o professor reuniu todos em uma roda, onde todos puderam ter a oportunidade de jogar e tocar os instrumentos presentes na capoeira como berimbau, reco-reco, pandeiro, agogo, atabaque. Os alunos revezavam os instrumentos para que todos pudessem ter a vivência, mas na roda poucos alunos jogaram.
GOSTEI E COMPARTILHO COM MUS ALUNOS...

RELATÓRIO DA AULA DO DIA 07 DE MAIO

WILLYAN FILLIPY PACHECO LAURINDO
A aula iniciou com um circulo com todos os participantes da aula abraçados e com uma breve conversa sobre o projeto em que o professor participou no Rio Grande do Sul, falando sobre a importância de ajudar ao próximo e sobre os princípios da capoeira de incentivam esta pratica. Após esta conversa, devido ao frio, fizemos um aquecimento diferente, através do jogo dos dez passes.
Depois do aquecimento formou-se um circulo onde se conversou sobre o aprendizado da capoeira, e a importância de não desistir de ensinar o novo, pois a maior dificuldade é o desconhecido, temos que insistir até que conheçam as regras e as maneiras de se praticar.
Posteriormente a esta conversa, o professor pediu para os alunos formarem duplas e jogaram capoeira enquanto ele passava contando e tocando pandeiro, a cada troca de música, trocavam-se as duplas.
Na parte principal da aula, o professor Fabio formou uma roda novamente e explicou como fugir, “se livrar”, do golpe “armada”, explicado em aulas anteriores, através de cinco movimentos. Colocou um CD com músicas da capoeira para tocar e ficou passando e ajudando os alunos a aperfeiçoarem seus movimentos.
Iniciou com uma esquiva simples, onde o indivíduo abaixava-se para o lado em que a armada estava sendo aplicada. Em seguida, foi ensinada uma esquiva com contra-ataque de queda, dividido em duas etapas de aprendizagem, primeiro apenas rodando no sentido da armada e indo em direção as costas do adversário, posteriormente, se fez o mesmo movimento, porém, segurando a perna que o adversário aplicou a armada.
Com as duas etapas realizadas, foi ensinado outro contra-ataque, agora o indivíduo fazia a cocorinha e em seguida, após o adversário passar a perna da armada, aplicava uma cabeçada levantando de costas. Por último foi ensinado o contra-ataque aplicando a tesoura, golpe onde o indivíduo entra com uma perna atrás dos joelhos do adversário, enquanto ele aplica a armada, e após o adversário colocar o pé no chão o indivíduo coloca a outra perna no quadril do adversário, levando-o em direção ao solo. Durante todos os processos o professor ficou observando os alunos e interferindo quando necessário.
Após toda essa pratica, foi pedido aos alunos para realizarem apenas o golpe armada, passando mais tarde a acrescentar uma das cinco movimentações aprendidas anteriormente.
Com o término da parte prática da aula, o professor pediu aos alunos para formarem um círculo e ouvirem uma música (a capoeira não é luta do patrão), enquanto realizavam alongamentos individualmente. O professor ainda ofereceu meio ponto na média de quem levasse a letra da música para próxima aula, e um ponto para quem cantasse a música. Ao término da música foi conversado sobre sua letra e seu significado.
“A Capoeira que nasceu pra dizer não
A todo tipo de opressão
Injustiça ou escravidão
A Capoeira não é luta de patrão
Herança nobre
Legado da escravidão
Era luta de oprimidos
E excluídos da nação
Hojé é desporto, de regra e competição
Eu não concordo com toda essa inversão
A Capoeira tá do lado do patrão
A escravidão hoje é feita sem grilhão
Não temos escola,
Nem dentista ou educação
Nos dão a margem e muita televisão
Se liga moço
Presta atenção
A Capoeira não é luta de patrão
Ginga marcada, soco e mata-leão
Eu não concordo com tanta deturpação
Pois Mestre Bimba não dava mata-leão
Eu não concordo com tanta deturpação
Nem dava murro
Em roda de vadiação
Nas emboscadas ensinava a jogar facão
Mas ensinava o respeito e a tradição
Se liga moço
Dê sentido a esse refrão
A Capoeira não é luta de patrão
Se liga moço
Não entregue ao vilão
Nossa cultura forjada na escravidão”.
Mestre Pinóquio
Foi apresentado um banner sobre a história da capoeira na ilha, assim como relatos de alguns mestres que participaram e participam dessa história. A cada trecho o relato lido por um aluno era conversado sobre o momento da capoeira em questão.


A aula foi muito proveitosa e agradável, sendo divertida, interessante e educativa. A metodologia utilizada (focar em apenas um golpe e suas esquivas) foi muito bem apreciada pelos alunos, que se adaptaram bem a tal metodologia.

Relatório da aula de Capoeira 02 DE MAIO DE 2013


Relatório da aula de Capoeira 02 DE MAIO DE 2013
RAFAEL TRENTIN

No dia 02 de maio de 2013, nos reunimos no ginásio de alumínio para continuarmos o processo de aprendizagem na capoeira, a aula foi ministrada pela professora Joseane (Jô) com o apoio da professora Danuza.
A aula foi basicamente dividida em três etapas, iniciamos fazendo uma formação em roda para que a professora nos passasse o que ocorreria na mesma, e realizássemos uma cantoria. Também assistimos a um vídeo que era uma homenagem ao mestre Bigodinho, que foi uma pessoa de grande respeito dentro da capoeira e em todo seu entorno, debatemos o mesmo e falamos sobre os mestres de capoeira, e dançamos ao som de uma música cantada na formação de roda.
“Homenagem ao mestre Bigodinho”, assistimos ao vídeo do mestre bigodinho que tratava de toda sua importância na capoeira, Reinaldo Santana, mas conhecido como Bigodinho, nasceu na comunidade quilombola do Acupe, Santo Amaro da Purificação-BA em 13 de setembro de 1933. Morava no bairro do Cabula, em Salvador e começou na capoeira em 1950. Em 1960 passa a professor e é reconhecido mestre em 1968. Discípulo de Waldemar da Paixão, jogava na rua Pero Vaz, Liberdade, onde herdou e manteve a linhagem de capoeira Angola da Bahia. Também aprendeu com os mestres Traíra e Zacarias. Coordenou o grupo resistência na década de 60, na Lapinha-BA. Dizia “ser do tempo” em que a polícia reprimia as rodas e ameaçavam: “pare senão furo o pandeiro e quebro o berimbau”. “Mas graças a Deus hoje tá diferente”, concluía. Integrou o grupo folclórico Viva Bahia de Emília Biancardi. Compositor, participou de inúmeras gravações em especial de um CD com Mestre Boca Rica. Fala da sua vida no Brasil e no mundo no DVD Tributo a Mestre Bigodinho. Afirmava que preferia “fazer pouco bem feito que o muito mal feito”; “Capoeira não é valentia. É defesa pessoal e cada qual se defende como pode na hora da necessidade”.
Além do vídeo, fizemos uma cantoria em roda, que a professora nos ensinou a dançar e cantar, a roda girava no sentido anti-horário e ao ritmo do som, colocávamos nossa perna direita ao meio da roda, depois ela passou algumas derivações quanto na dança e na sua formação.
O grande marco da aula foi o debate sobre o tema “MESTRES DE CAPOEIRA” onde tiramos dúvidas e aprendemos quem seriam essas pessoas e de que maneira elas viviam na sociedade, chegamos a um ponto que seria o “Oficio dos mestres de Capoeira”, a professora nos mostrou contou um pouco sobre o mesmo.
O ofício de mestre de capoeira foi registrado como patrimônio cultural do Brasil, no entendimento de que o mestre é o detentor de um saber popular transmitido oralmente que deve ser preservado, porém até o momento nenhuma ação efetiva foi realizada para reverter a situação dos mestres e valorizar estas pessoas que são tão importantes para todos nós capoeiristas.
Enquanto o governo não atua de forma eficaz e eficiente, nossos mestres vão partindo dessa vida à mingua, muitas vezes em uma precária situação financeira e de saúde.

Finalizamos a aula com esse debate sobre mestres da capoeira e com as nossas dúvidas esclarecidas.

Relatório de aula de capoeira de 30 de maio de 2013

                        Relatório de aula de capoeira de 30 de maio de 2013

Kauê Hahn Turnes

Dia 30/05 tivemos aula pratica de Capoeira, a aula ministrada pelo bolsista PIBID Luiz Eduardo. (Instrutor do grupo Quilombola)
A aula iniciou com um aquecimento, alguns abdominais e apoios, logo após um alongamento foi aplicado, focando principalmente na flexibilidade.
Seguindo a aula iniciamos com os movimentos da capoeira, a ginga, aplicando a esquiva e junto o rolê, depois desses três movimentos foram formadas duplas onde cada dupla tinha que jogar capoeira aplicando esses movimentos no jogo.
Após essa atividade todos foram para o fundo da quadra. O professor explicou o modo de aplicar o macaquinho, após a explicação todos os alunos tentaram atravessar a quando realizando o movimento, a mesma metodologia foi aplicada na parada de cabeça, na queda de rim e na bananeira.
Finalizando as atividades foi formada uma roda, onde o professor explicou como se jogava o jogo de compra, a questão histórica, a compra no sentido anti-horário e quem desejasse entrava na roda e jogava, foi uma atividade bem interessante, pois todos aplicaram os movimentos ensinados na aula.

Minha avaliação da aula foi muito positiva, muitos movimentos novos foram ensinado e o próprio jogo de compra trouxe muito conhecimento para nós alunos.

Relatório de aula – Dia 30 de abril de 2013.


Relatório de aula – Dia 30 de abril de 2013.

José Manoel de Souza Junior.

A aula que ocorreu neste dia foi realizada em duas partes, sendo a primeira um vídeo sobre a origem brasileira, “O povo brasileiro” de Darci Ribeiro, e a segunda uma discussão sobre o documentário, alguns pontos que chamaram atenção e foram lembrados por alguns alunos após a aula, sendo apresentados a seguir:
Jorge: “Além da miscigenação de genes, foi colocada a aquisição, criação de uma nova cultura, com características e aspectos de diferentes raízes”.
Rafael Trentin: “Diferentes maneiras de trabalho com imagens, neste buscando os “porquês” da colonização, escravização, origem da capoeira, entre outros, saber buscar a história e mostrar através deste a contextualização do mesmo”.
Kauê; “Realidade da história do Brasil que não é contada nas escolas, não detalhadamente como nos mostra o documentário”.
Alyne; “Darci Ribeiro fugiu do hospital para concluir sua obra, mistura do português com algumas raças, era considerado um “Zé ninguém””.
Luan; “Ver em outra perspectiva a formação da cultura brasileira, levando mais em consideração a origem indígena”.
Alexandre: “Talvez seja uma verdadeira história de como foi à colonização do Brasil, “um dos relatos mais fundamentados que já vi””.
Tiago Alves: “Achei muito interessante a vivência coletiva e pacífica dos índios”.
Stephane (Francês): “Aprender o “inicio” do Brasil, as diferentes miscigenação, ver como os povos influenciaram as capoeiras, bem como os estrangeiros influenciaram o Brasil hoje”.
Nicolás (Português): “Acho legal que o Darci Ribeiro tenta contar a história de diversos pontos de vista incluindo o ponto de vista do oprimido”.
O documentário produzido por Darci Ribeiro é baseado em seu livro, com o título de “O povo brasileiro”, que está dividido em 07 capítulos, nas quais ele apresenta as matrizes da cultura brasileira. O primeiro capítulo fala da “Matriz Tupi”, uma perspectiva que apresenta o índio como uma matriz para a origem do povo brasileiro (como comenta o Luan). O segundo e o terceiro capítulos são as matrizes Luza e Africana que tentam contar a história sob outros pontos de vista, (como lembra Nicolás e Rafael Trentin) ou outros pilares da formação do povo brasileiro. No quarto capítulo, denominado “encontros e desencontros”, o fato mais latente era a situação de dominação da raça “inferior” (não brancos), obrigando-os a realização de trabalhos pesado e trancafiados como animais após o exercício da função. Isso aconteceu em virtude das diversas miscigenações étnicas, que deram origem ao povo conhecido como “brasileiro”. Este não possui origens bem definidas ou únicas, dadas as diferentes raças que aqui estiveram.
Outro ponto abordado foi como relacionar esses fatos (descobrimento, colonização, escravização e miscigenação) com o foco da disciplina capoeira, sua origem, seus ensinamentos e diversidade cultural. Assim, foram levantados alguns tópicos a serem discutidos, entre eles o denominado pelo documentário de “primeiro ato”, onde os personagens são os portugueses e os índios. Nele os índios homens foram “condenados” ao trabalho de desmatamento do Pau Brasil que era simbolicamente trocado por objetos (espelhos e miçangas), e as mulheres fadadas a realizarem os desejos sexuais dos senhores dando origem a filhos “de ninguém”, considerados os “Zés ninguém” (colocado pela Alyne). Sem raças determinadas eram levados a catequese, esta reunia crianças com diferentes origens e línguas, forçando-as a se comunicarem, fragilizando sua cultura, mas também dando origem a outras culturas com características e aspectos diferentes (como colocado pelo Jorge).
No “segundo ato”, a troca do Pau Brasil já não existe e sim o escravismo, a escravização de um povo que outrora vivia em uma situação pacífica (como coloca o Tiago), os homens escravizados, realizando trabalhos braçais e sem liberdade, as mulheres agora eram apenas objetos para consumo, estupro, violentadas sexualmente, serviçais para a produção de mão de obra e outras reprodutoras.

Assim começa a opressão totalmente explícita, origina-se o desejo de liberdade de expressão, do corpo e da alma. Talvez a partir deste ponto, com as fugas e a necessidade de defender-se os, agora escravos, dão origens a uma luta, uma defesa corporal, que possivelmente mais tarde veio a ser denominada de CAPOEIRA.